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MADRID 15 jul. (EUROPA PRESS) -
A realização de um estudo biomecânico ajuda a otimizar o desempenho de um ciclista, melhorando a função muscular e, ao mesmo tempo, minimiza as chances de sofrer lesões por uso excessivo, má técnica ou excesso de pressão, diz o fisioterapeuta da Associação Profissional de Fisioterapeutas da Comunidade de Madri (CPFCM) e especialista em biomecânica do ciclismo, Jorge Solís.
Nesse esporte, além das lesões traumáticas causadas por quedas ou colisões, a maioria das lesões é causada pelo uso excessivo e por uma postura forçada mantida por muito tempo, diz Solís.
Nesse sentido, "a melhor medida preventiva" é a realização de um estudo biomecânico prévio para determinar a posição mais eficiente e ergonômica para cada pessoa ao andar de bicicleta, o que é conseguido com a adaptação do selim e do guidão, acrescenta.
Esse estudo biomecânico avalia a pessoa, suas necessidades físicas e anatômicas específicas e seu histórico de lesões anteriores, "pois cada aspecto precisa de uma posição especial na bicicleta", diz Solís. Assim, o fisioterapeuta intervém ajudando o atleta a identificar esses parâmetros.
Por outro lado, as mãos, os pés ou os ísquios, as áreas onde o ciclista se junta à bicicleta, podem sofrer pressão quando ocorre o uso excessivo. Nesses casos, o ajuste biomecânico também é a primeira linha de tratamento.
Além disso, dentro do tratamento fisioterapêutico, os exercícios excêntricos para o joelho e o alongamento da cadeia muscular posterior da perna (isquiotibiais e músculos da panturrilha) têm se mostrado eficazes.
"A intervenção do fisioterapeuta tem como objetivo prevenir, e não apenas tratar quando surge uma lesão ou desconforto", lembra Solís. E quando isso já ocorreu, "podemos aliviar muitos problemas que são resultado do mau uso. Ao mesmo tempo, tentaremos corrigir o gesto ruim, para que ele não se repita".
O especialista também ressalta que o fisioterapeuta "desempenha um papel fundamental na recuperação muscular após o exercício, para que o ciclista possa assimilar melhor as cargas de treinamento e competição e, portanto, obter um melhor desempenho".
No entanto, o ciclismo é um esporte de baixa lesão, pois não há impacto, e melhora o tônus muscular, retarda o aparecimento de osteoartrite, reduz a pressão arterial, aumenta a capacidade pulmonar, o tamanho do coração e a potência, diz o CPFCM. Ele também ajuda a equilibrar o peso, de modo que as chances de desenvolver doenças cardiovasculares e metabólicas são muito menores.
RECOMENDAÇÕES PARA EVITAR LESÕES
Em primeiro lugar, os especialistas aconselham identificar o tamanho certo da bicicleta, bem como escolher entre uma variedade de tipos de bicicleta: estrada, mountain bike, triatlo ou ciclocross, turismo, dependendo do uso pretendido.
Após a compra, "é importante" ajustar corretamente a altura do selim, de modo que não fique muito alto e a perna não fique muito dobrada. O ideal é que a perna fique quase reta quando estiver apoiada na posição mais baixa do pedal. Um selim muito alto pode causar dor na parte externa do joelho. Por outro lado, um selim muito baixo pode causar dor na região da patela ou do tendão patelar.
A altura do guidão também é importante. No caso de atletas com dor nas costas e que pedalam todo fim de semana, por exemplo, elevar o guidão permitirá que eles mantenham as costas menos flexionadas, diz Solis.
Por outro lado, para pessoas que estão começando a pedalar, recomenda-se uma cadência de pedalada alta. A referência é de 90 pedaladas por minuto e, embora seja um número genérico, ajuda a saber se estamos pedalando muito devagar, o que pode causar desconforto no joelho. Essas medidas, juntamente com o treinamento progressivo, minimizam quaisquer fatores de risco, problemas ou lesões.
Em outro sentido, os especialistas afirmam que muitas dismetrias dos membros inferiores não são patológicas no ciclismo. Em alguns casos, é necessário tratá-las para obter uma postura e uma mecânica corretas ao pedalar.
Entretanto, uma posição incorreta da presilha pode causar sobrecarga nos músculos e tendões, bem como dor na coluna lombar. Por exemplo, pedalar com os pedais puxados para cima causa dor no quadril e talvez também na coluna lombar; ou uma presilha muito avançada pode causar sobrecarga nos músculos da panturrilha ou no tendão de Aquiles.
Nesse sentido, qualquer pessoa que comece a andar de bicicleta com presilhas "deve ter um cuidado especial", pois a falta de prática pode levar a quedas ao parar a bicicleta.
Uma vez adaptada a bicicleta, "também é necessário realizar trabalhos musculares e abdominais fora do selim", ressaltam. O ciclismo requer condicionamento físico básico, especialmente em pessoas sedentárias. Os exercícios de fortalecimento dos membros inferiores e os exercícios abdominais ou do núcleo ajudarão a minimizar as lesões e a tornar o ciclismo mais agradável.
Outras recomendações para aqueles que querem subir em uma bicicleta e não o fazem regularmente, devem fazer um check-up médico a partir dos 50 anos ou em pessoas sedentárias, com patologias cardíacas, vasculares ou metabólicas. Assim, eles nos lembram que é essencial usar sempre um capacete e é altamente recomendável usar equipamentos adequados. E durante o verão, como em qualquer atividade física, é aconselhável beber bastante líquido.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático