CENTRO EUROPEO DE NEUROCIENCIAS - Arquivo
MADRID 21 maio (EUROPA PRESS) -
A equipe do Centro Europeu de Neurociências (CEN) destacou que a reabilitação neurológica intensiva pode ser “fundamental” para a autonomia e a qualidade de vida das pessoas com esclerose múltipla, e precisou que essa terapia deve ser realizada com uma abordagem individualizada e coordenada com o tratamento médico.
Por ocasião do Dia Mundial da Esclerose Múltipla, comemorado no sábado, 30 de maio, o CEN destacou a importância de um atendimento especializado e integral para as pessoas que convivem com essa doença neurodegenerativa crônica, que afeta mais de 55.000 pessoas, com cerca de 2.000 novos casos a cada ano na Espanha, segundo dados da Sociedade Espanhola de Neurologia.
“A esclerose múltipla não afeta duas pessoas da mesma forma”, precisou a diretora de Terapias e cofundadora do CEN, Cristina Vázquez, que detalhou que, por isso, é “fundamental” que a reabilitação e os objetivos terapêuticos sejam personalizados de acordo com o paciente, devendo-se considerar não apenas os sintomas físicos, mas também o impacto emocional e funcional que ele enfrenta.
No caso de María José, de 59 anos, diagnosticada em maio de 2025, a terapia permitiu-lhe melhorar a mobilidade, compreender melhor como o seu corpo reage e recuperar a segurança nas atividades cotidianas.
Além da fisioterapia intensiva, o centro incorpora tecnologias avançadas de reabilitação e neuromodulação voltadas para melhorar o bem-estar geral do paciente. Nesse contexto, iniciativas como o CEN+ (Centro Europeu de Neuromodulação) permitem complementar os tratamentos por meio de técnicas inovadoras focadas na regulação do sistema nervoso e na melhora de sintomas associados, como estresse, descanso ou fadiga.
O CEN tem feito um apelo para aumentar a conscientização social sobre uma doença que muitas vezes não apresenta sinais visíveis. “As pessoas associam a esclerose múltipla apenas à cadeira de rodas ou a uma grande deficiência física, mas muitas vezes a dor, a fadiga ou a dificuldade de locomoção não são visíveis de fora”, explicou María José.
Dessa forma, o centro defendeu uma visão mais humana em relação às pessoas que convivem com doenças neurológicas e destacou a importância do acesso a informações confiáveis, tratamentos personalizados e acompanhamento especializado desde as primeiras fases do diagnóstico.
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