Publicado 29/05/2026 06:16

A rainha Letizia apela para que se ofereça "ajuda para deixar de fumar", em vez de simplesmente substituir o cigarro convencional pe

Archivo - Arquivo - A rainha Letizia durante a inauguração do XXII Congresso da Confederação de Saúde Mental da Espanha, no âmbito de seu 40º aniversário. Em Madri (Espanha), em 16 de maio de 2023.
CONFEDERACIÓN SALUD MENTAL ESPAÑA - Arquivo

MADRID 29 maio (EUROPA PRESS) -

A rainha Letizia pediu que se busque "ajuda para deixar de fumar", em vez de trocar o tabaco de combustão pelo uso de cigarros eletrônicos, já que "ninguém ignora que esses produtos de tabaco aquecido não são inofensivos e a própria indústria admite isso sem problemas".

“Se já sabemos as consequências de fumar tabaco de combustão, para que e por que queremos inalar as substâncias contidas nos cigarros eletrônicos e outros produtos de tabaco aquecido?”, indicou durante o evento “Promover um futuro mais saudável e sem tabaco na Europa”, realizado nesta sexta-feira, em Madri, no Escritório do Parlamento Europeu na Espanha.

Este encontro, realizado por ocasião da comemoração, nesta sexta-feira, 31 de maio, do Dia Mundial Sem Tabaco, e organizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi realizado na Espanha por escolha deste último órgão, que contou com a colaboração da Associação Espanhola Contra o Câncer (AECC). No evento, por meio de uma mensagem em vídeo, a rainha relembrou a evidência de que “fumar mata”.

“Está impresso nas caixas de cigarros convencionais”, destacou ela, acrescentando que “sete milhões de pessoas morrem por ano no mundo devido ao tabaco”, enquanto “mais de um milhão e meio de não fumantes morrem por inalar a fumaça alheia”. A isso se soma, segundo ela afirmou, “o debate existente sobre a possível regulamentação do consumo de produtos derivados do tabaco”.

Nesse campo, ela citou “vaporizadores, cigarros eletrônicos, sachês de nicotina, ‘shishas’, ‘puffs’, ‘pods’ e tudo mais”. Os componentes desses produtos são "glicidol, piridina, trisulfeto de dimetilo, acetoína, cromo, chumbo, metilglioxal e também nicotina, entre outras substâncias", explicou ele, ressaltando que, sobre esses novos produtos, "ainda não se conhecem seus efeitos à saúde a longo prazo".

APOSTA EM “INVESTIR NA PREVENÇÃO”

Por sua vez, o tabaco tradicional contém “amônia, alcatrão, arsênico, monóxido de carbono, cádmio, acroleína, formaldeído e nicotina, entre outras substâncias”, relatou, ao mesmo tempo em que indicou que, diante de ambas as opções, existe “uma grande certeza indiscutível” para “tomar decisões em políticas de saúde pública”, e é que “investir em prevenção sempre será benéfico, não apenas em termos puramente econômicos”.

Destacando que os novos produtos de consumo são direcionados à “população mais vulnerável (menores de idade e jovens)”, uma vez que “eles têm uma percepção menor do risco”, ela ressaltou que, “há muito tempo”, são “muitos” os países que “estão revisando os marcos regulatórios sobre esses novos desenvolvimentos do mercado que, reconhecidos por todos os atores, não possuem um limite de consumo seguro”.

Por fim, a rainha, que demonstrou seu compromisso com “a educação em saúde”, insistiu em rejeitar “os cigarros eletrônicos e outros produtos de tabaco aquecido”. Se o consumo for motivado “pelo vício em nicotina”, ela destacou a contribuição que os profissionais de saúde podem dar para ajudar a parar de fumar; já se o motivo for “uma moda”, ela declarou que esta “não deve se sobrepor à saúde”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado