Publicado 04/02/2026 07:25

A rainha Letizia apela à humanização da atenção prestada às pessoas com cancro, numa época em que a empatia é "posta em causa".

A rainha Letizia participou de uma reunião de trabalho da AECC na sede da Associação em Madri.
EUROPA PRESS

MADRID 4 fev. (EUROPA PRESS) -

A rainha Letizia apelou nesta quarta-feira para humanizar a atenção às pessoas com câncer durante todo o processo da doença, uma ação que considera “muito oportuna” em tempos em que “às vezes dá a sensação de que se questiona a capacidade de se identificar com alguém e compartilhar seus sentimentos, o que o dicionário define como empatia”.

“É como se tudo o que se relaciona com o cuidado das pessoas e com a sua dignidade revelasse uma certa fraqueza ou mesmo ingenuidade”, afirmou durante a inauguração da jornada organizada pela Associação Espanhola Contra o Câncer (AECC), por ocasião do Dia Mundial contra o Câncer, na qual a organização apresentou um novo modelo de atendimento integral que busca colocar as pessoas com câncer “acima de tudo”.

“Não creio que haja alguém nesta sala que não saiba o que significa um diagnóstico de câncer ou que não tenha vivido isso de forma próxima, direta e muito pessoal. Estamos falando de um processo prolongado que envolve tomadas de decisões muito complexas e que tem um impacto muito além do fisiológico, afetando todas as esferas da vida profissional, pessoal, social e familiar”, destacou a rainha.

Na sua opinião, oferecer uma atenção “integral” e “humana” implica “incorporar apoios sociais, funcionais, legais, emocionais e nutricionais”, que permitam abranger todas as necessidades “reais e mutáveis” do paciente, bem como “garantir coerência, acompanhamento e constância”, também às pessoas que cuidam dele.

A rainha, que exerce a função de presidente de honra da Associação Espanhola Contra o Câncer e sua Fundação Científica, destacou que várias comunidades autônomas já colocaram em prática planos de humanização “com diferentes velocidades, alcances e desenvolvimentos”, que a nova proposta da AECC busca “melhorar e aumentar, sem nunca perder de vista a equidade”.

Nesse ponto, ela fez um apelo para que se tenha empatia com os pacientes. “É verdade também que identificar-se com o outro e sentir como o outro implica mais do que palavras: uma ação responsável, uma vontade e também a consciência de todos os atores”, destacou ela, referindo-se às organizações da sociedade civil, instituições, administrações e setor privado.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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