Publicado 20/08/2025 07:30

Radiologistas vasculares lamentam o conhecimento "deficiente" dos médicos de família sobre sua especialidade

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ANDRESR/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 20 ago. (EUROPA PRESS) -

Os radiologistas vasculares e intervencionistas lamentaram o conhecimento "deficiente" dos médicos de família sobre sua especialidade, o que impede que muitos pacientes tenham acesso rápido aos procedimentos e intervenções que os radiologistas vasculares e intervencionistas podem realizar.

Em uma pesquisa realizada pela Sociedade Espanhola de Radiologia Vascular e Intervencionista (SERVEI), até 76% dos médicos de família reconheceram seu baixo nível de conhecimento a esse respeito, e muitos nem sequer sabem quais intervenções são realizadas pela especialidade.

"Nossas especialidades evoluíram em paralelo, mas sem muitos pontos de união, o que levou a uma desconexão estrutural entre os níveis de atendimento. A raiz do problema está no fato de que geralmente não há canais diretos estabelecidos entre as duas especialidades, nem espaços clínicos compartilhados ou áreas de treinamento comuns que facilitem o conhecimento e a colaboração mútuos", disse a radiologista intervencionista do Hospital Universitário Río Hortega, em Valladolid, e autora da pesquisa, Rebeca Pintado.

Ela argumentou ainda que essa falta de estrutura organizacional é o que impede uma relação "fluida" entre as duas especialidades, reforçando a já mencionada falta de conhecimento entre os médicos de família.

A Dra. Pintado destacou que, para acabar com essa falta de conhecimento, é "essencial" incluir conteúdo sobre radiologia vascular e intervencionista no programa de treinamento MIR para Medicina de Família, bem como adicionar esse conteúdo à oferta de educação continuada.

"É essencial que os médicos de família saibam, desde o início de sua formação, o que fazemos, em que contextos clínicos podemos intervir e que benefícios proporcionamos, para que nos considerem uma opção de encaminhamento", acrescentou.

Pintado também apontou a necessidade de gerar áreas "reais" de colaboração entre as duas especialidades, como sessões clínicas conjuntas, workshops interdisciplinares ou atividades de treinamento compartilhadas.

Da mesma forma, ele considerou "fundamental" o desenvolvimento e a disseminação de circuitos de atendimento compartilhados e protocolos clínicos que incluam a radiologia vascular e intervencionista em diferentes processos diagnósticos e terapêuticos.

"Isso não apenas nos daria visibilidade, mas também facilitaria os encaminhamentos adequados e contribuiria para uma abordagem mais abrangente do paciente", acrescentou, detalhando que os pacientes se beneficiariam mais ao obter acesso "mais rápido e direto" a determinados procedimentos em doenças vasculares e musculoesqueléticas, para o tratamento da dor crônica e em outros tipos de situações clínicas.

Embora 90% dos médicos de família tenham admitido nunca ter encaminhado um paciente, até 75% deles disseram que estariam dispostos a fazer mais encaminhamentos se tivessem mais conhecimento sobre o assunto.

Da mesma forma, eles se queixaram de obstáculos administrativos e da impossibilidade de encaminhar pacientes diretamente para unidades de radiologia vascular e intervencionista.

"Atualmente, muitos pacientes precisam passar por outros especialistas antes de chegar à radiologia vascular e intervencionista, o que atrasa nossas intervenções. Esse acesso precoce nos permite agir no momento certo e por meio de técnicas minimamente invasivas que não são apenas eficazes, mas também reduzem o risco de complicações, encurtam a recuperação e melhoram significativamente a qualidade de vida", concluiu Pintado.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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