Publicado 10/04/2025 13:08

Radiologista afirma que a embolização reduz "de forma rápida e eficaz" o sangramento causado por hemorróidas

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MADRID 10 abr. (EUROPA PRESS) -

A radiologista intervencionista do Hospital Geral Universitário de Valência e membro da Sociedade Espanhola de Radiologia Vascular e Intervencionista (SERVEI) Silvia Busó enfatizou que a embolização permite uma redução "rápida e eficaz" do sangramento causado por hemorróidas sem anestesia e com recuperação imediata.

A embolização de hemorróidas é um tratamento realizado por radiologistas vasculares e intervencionistas que, por meio de um cateterismo no pulso ou na virilha, permite que a artéria que leva sangue à hemorroida seja alcançada e obstruída, de modo a interromper o sangramento imediatamente.

"A embolização hemorroidária permite uma redução rápida e eficaz do sangramento, evitando a manipulação retal e sem a necessidade de anestesia geral, portanto é um tratamento que também pode ser realizado em pacientes com contraindicações para cirurgia ou anestesia", disse Busó.

Além disso, o especialista também ressaltou que, com a embolização, é necessário fazer apenas uma incisão de menos de um centímetro para o acesso vascular, o que permite a recuperação praticamente imediata do paciente, que pode receber alta algumas horas após a intervenção.

A porta-voz da SERVEI, no entanto, lembra que a patologia hemorroidária deve ser abordada "de um ponto de vista multidisciplinar", com a coordenação de coloproctologistas e radiologistas intervencionistas para realizar a estratégia terapêutica mais favorável a cada paciente.

"Nem todas as hemorroidas são tratadas da mesma forma. Cada técnica é eficaz em certos casos, mas tem limitações. Por exemplo, se uma hemorroida tem um grande prolapso, a cirurgia é necessária para levantar o tecido flácido, mas quando o principal sintoma é o sangramento e, especialmente, se o paciente tem coagulação alterada, a cirurgia não seria possível e a embolização seria o tratamento mais adequado", explicou.

ESTILO DE VIDA SEDENTÁRIO E FALTA DE HIDRATAÇÃO, OS PRINCIPAIS MOTIVOS DO PROBLEMA

As hemorroidas são coxins vasculares fisiológicos localizados no canal anal, responsáveis pela continência retal. A inflamação dessas veias, especialmente das veias internas, que são as que causam mais sintomas, é responsável pela doença hemorroidária, um mal que atinge até um terço da população e cuja incidência, que é maior nos homens, aumenta entre os 45 e 65 anos de idade.

"Um estilo de vida sedentário e a falta de hidratação e de fibras na dieta levam à constipação, que, combinada com as mudanças relacionadas à idade (aumento da pressão abdominal e deterioração dos elementos fibrovasculares), leva à flacidez e à erosão das hemorroidas", disse Busó.

O especialista também destacou que há fatores hereditários e situações especiais, como a gravidez, que podem aumentar o risco de sofrer de doença hemorroidária.

Entre os sintomas mais comuns da doença hemorroidária estão o prolapso, a coceira, a queimação, o desconforto e, acima de tudo, o sangramento pelo ânus, que se caracteriza por ser vermelho vivo e pode se tornar muito abundante, manchando o vaso sanitário e até mesmo a roupa íntima.

"O sangramento hemorroidário pode afetar a qualidade de vida, limitando as atividades diárias de quem sofre. Nos casos mais graves, pode levar à anemia, com necessidade de transfusão se o sangramento for muito abundante e frequente", diz o médico.

Nesse sentido, o especialista ressalta que, antes da embolização, existem tratamentos de primeira escolha para as hemorroidas, como a mudança no estilo de vida (mais atividade, mais hidratação, mais alimentos ricos em fibras). Além de medicação tópica para aliviar os sintomas.

No entanto, ressalta a porta-voz da SERVEI, até 10% dos pacientes não respondem a esse tratamento conservador e precisam de cirurgia. Nesse sentido, existem diferentes técnicas cirúrgicas para a abordagem retal, como a hemorroidectomia, "na qual as hemorroidas internas são completamente removidas com uma alta taxa de sucesso, mas com várias complicações, incluindo dor pós-operatória, sangramento e risco de incontinência fecal secundária a danos no esfíncter", ou tratamentos ambulatoriais, como a ligadura de banda, que "permitem uma recuperação rápida, mas com altas taxas de recorrência".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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