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MADRID 19 abr. (EUROPA PRESS) -
O ex-presidente da Bulgária, Rumen Radev, favorito nas eleições que acontecem neste domingo no país, já votou na capital, Sófia, em meio a críticas à existência de “votos comprados” e a um apelo generalizado para que qualquer pessoa que compartilhe de suas ideias participe de um necessário governo de coalizão, liderado por ele.
“Vamos afogar o voto comprado em um mar de nossos votos livres”, declarou o líder da Bulgária Progressista após votar na Escola Superior de Transportes da capital búlgara, antes de lembrar a necessidade de “formar um governo estável e sustentável” após estas eleições, pois “convocar novas eleições não é uma opção”.
A Bulgária realiza neste domingo suas oitavas eleições em apenas cinco anos, convocadas antecipadamente após mais um fracasso nas negociações para formar governo em meio a uma enorme fragmentação parlamentar.
A última crise política foi desencadeada pela renúncia do ex-primeiro-ministro Rosen Zheliazkov, após suas tentativas infrutíferas de aprovar um orçamento que incluía um aumento de impostos e que resultou em fortes manifestações.
Seu efêmero gabinete minoritário conseguiu, por outro lado, fazer avançar as negociações da Bulgária para aderir à moeda única da União Europeia, conferindo ao país voz nas decisões sobre a política monetária da zona do euro, mas acabou deixando o governo nas mãos de aliados políticos impopulares, considerados pelos manifestantes como a face visível da corrupção e do sequestro do Estado.
As pesquisas de intenção de voto apontam a coalizão de Radev — que renunciou à presidência em janeiro, poucos meses antes das eleições — como principal favorita para conquistar a vitória nessas eleições legislativas, mas ela precisa de apoios, razão pela qual o ex-presidente se declarou disposto “a cooperar com qualquer um que aceite suas ideias e ‘compartilhe o programa’ de sua coalizão”, em comentários divulgados pela emissora de TV Nova.
A resposta da população ainda é difícil de avaliar: segundo dados da agência de notícias Myara, a participação eleitoral era de 13,6% às 11h da manhã.
O secretário-geral interino do Ministério do Interior, Georgi Kandev, explicou em coletiva de imprensa que, desde o início do dia eleitoral, foram apresentadas 93 denúncias e iniciados 8 inquéritos preliminares por irregularidades eleitorais.
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