MADRID 8 ago. (EUROPA PRESS) -
A Organização Mundial da Saúde (OMS) validou que o Quênia eliminou a tripanossomíase humana africana (HAT) ou doença do sono como um problema de saúde pública, tornando-se o décimo país a atingir esse importante marco.
A HAT é a segunda doença tropical negligenciada (NTD) a ser eliminada no Quênia: o país foi certificado como livre da dracunculíase em 2018. "Parabenizo o governo e o povo do Quênia por essa conquista histórica", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.
"O Quênia se junta ao crescente número de países que estão livrando suas populações da tripanossomíase humana africana. Esse é mais um passo para a erradicação das doenças tropicais negligenciadas na África", acrescentou.
A HAT é uma doença transmitida por vetores causada pelo parasita sanguíneo "Trypanosoma brucei". Ela é transmitida aos seres humanos pela picada de moscas tsé-tsé infectadas com o parasita de seres humanos ou animais infectados. As populações rurais que dependem da agricultura, da pesca, da pecuária ou da caça correm maior risco de exposição.
Como o nome sugere, a HAT é transmitida apenas no continente africano. A doença ocorre em duas formas: gambiense e rhodesiense. A forma rhodesiense (r-TAH), presente no leste e no sul da África, é a única forma presente no Quênia. Ela é causada pelo Trypanosoma brucei rhodesiense e progride rapidamente, invadindo vários órgãos, inclusive o cérebro. Sem tratamento, a doença é fatal em poucas semanas.
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