Publicado 25/04/2026 05:01

Quatro dicas para evitar que os aplicativos coletem informações pessoais: cuidado com a IA invisível

Archivo - Arquivo - Uma pessoa usa um smartphone.
DC STUDIO VIA FREEPIK. - Arquivo

MADRID 25 abr. (Portaltic/EP) -

O fato de existirem aplicativos para qualquer necessidade dos usuários pode ser uma vantagem, mas traz consigo uma série de riscos, como o acesso a dados pessoais e confidenciais, tais como contatos, geolocalização em tempo real ou a coleta de atividades em outros aplicativos.

De acordo com dados da Universidade Autônoma de Madri, coletados pelo aplicativo de mensagens ellu, mais de 80% dos aplicativos violam as normas de proteção de dados, ao enviar informações pessoais para fora do dispositivo sem a devida transparência.

Justamente, entre as plataformas que mais coletam informações, destacam-se as redes sociais, bem como os aplicativos de transporte e comércio digital. Isso se deve ao fato de que a maioria dos usuários não verifica as políticas de privacidade nem as permissões concedidas ao instalar um aplicativo, conforme indicado pela ellu em um comunicado à imprensa.

COMO EVITAR O ACESSO ÀS INFORMAÇÕES PESSOAIS

A ellu apontou uma série de dicas que permitem aos usuários proteger sua privacidade e seus dados. Em primeiro lugar, recomendam revisar as permissões concedidas aos aplicativos e retirar aquelas que não sejam necessárias para o seu funcionamento.

Por outro lado, alertam sobre a inteligência artificial (IA) invisível, incorporada cada vez mais em aplicativos para melhorar a experiência do usuário, o que pode implicar no acesso a mais dados para criar perfis do usuário e comercializá-los fora do aplicativo.

Para evitar isso, sugerem verificar se o aplicativo explica bem como utiliza os dados e se existe a opção de desativar essas funções de inteligência artificial.

Outra forma pela qual os aplicativos podem acessar essas informações confidenciais é por meio do cadastro para utilizá-las. Nesse sentido, o ellu destaca a importância de escolher plataformas que apliquem a minimização de dados desde o seu design, como o uso de IDs anônimos. No entanto, se o cadastro for obrigatório, recomenda-se usar um e-mail secundário ou um alias.

Por fim, dá uma das dicas mais repetidas pelos especialistas: manter o dispositivo atualizado, assim como seus aplicativos. Dessa forma, os patches de segurança são incorporados e a forma como o telefone gerencia as permissões é aprimorada.

“Quando compartilhamos informações, devemos fazê-lo com serviços que garantam um uso responsável dos dados e que os utilizem exclusivamente para a funcionalidade do aplicativo, sem tratamentos secundários inesperados ou invasivos. O usuário deve poder decidir, com conhecimento de causa, quais dados fornece e para que eles serão realmente utilizados”, defendeu o fundador da ellu, Yago Foncillas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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