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MADRID 6 ago. (EUROPA PRESS) -
Tomar sorvete no verão é um prazer quase universal, mas muitas pessoas sentem um desconforto repentino que estraga o momento: aquela pontada na cabeça que parece "congelar" o cérebro por alguns segundos. Embora possa parecer um fenômeno estranho ou inexplicável, ele tem uma base médica clara e, surpreendentemente, a maneira de evitá-lo é o clássico truque da avó.
O anestesista e divulgador David Callejo (@davidcallejo10 no Instagram) explicou isso claramente em um de seus vídeos mais recentes. Segundo ele, essa dor de cabeça repentina se deve à reação do corpo ao frio extremo que entra em contato com o paladar ao comer sorvete ou beber um slushie.
POR QUE OCORRE O "CONGELAMENTO DO CÉREBRO"?
A sensação ocorre quando o frio causa vasoconstrição - uma constrição dos vasos sanguíneos no céu da boca e na cabeça. Quando eles se fecham, o sangue circula com mais dificuldade e o cérebro, que é um órgão extremamente sensível à falta de irrigação, entra em "pânico".
Em resposta, é acionado um reflexo que causa exatamente o oposto: uma vasodilatação súbita, ou seja, os vasos sanguíneos se abrem para permitir a circulação de mais sangue. Esse aumento do fluxo causa a dor de cabeça momentânea, que aparece em segundos e geralmente desaparece em menos de um minuto.
Callejo lembra que esse efeito é mais frequente em pessoas que já tiveram enxaqueca e em adolescentes, pois seu sistema nervoso responde mais intensamente a esse tipo de estímulo.
TRUQUE DA VOVÓ QUE FUNCIONA
Embora possa parecer muito básico, comer um pouco de sorvete de cada vez e aquecê-lo com a língua antes pode evitar essa reação. Essa é a estratégia recomendada por muitas avós e, de acordo com o médico, faz todo o sentido do ponto de vista fisiológico.
Ao aquecer levemente o alimento na boca antes de engoli-lo, evita-se o contraste repentino de temperatura e, portanto, a reação vascular extrema que causa a dor. "Como sempre, a avó estava certa", conclui Callejo.
A boa notícia é que esse fenômeno, embora incômodo, não deixa sequelas e não representa risco para a saúde. É uma resposta natural do organismo e, sabendo como é produzido, também pode ser evitado com gestos simples.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático