Publicado 14/04/2026 12:56

Quase dois em cada três tratamentos crônicos podem ser mantidos até o dia da cirurgia, de acordo com um estudo da SEFH

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MADRID 14 abr. (EUROPA PRESS) -

Um estudo realizado pela Sociedade Espanhola de Farmácia Hospitalar (SEFH) revelou que quase dois em cada três tratamentos crônicos podem ser mantidos até o dia da cirurgia, mais precisamente 64,47%, o que minimiza os riscos de descompensação das doenças de base.

Publicado na revista “Farmacia Hospitalaria”, da referida sociedade científica, e intitulado “Guia para o manejo perioperatório da medicação crônica em pacientes cirúrgicos”, este trabalho unifica critérios sobre quais medicamentos devem ser suspensos e quando devem ser reintroduzidos no ambiente cirúrgico, abordando uma área crítica onde a falta de protocolos padronizados aumentava o risco assistencial.

“Este guia é fundamental para nossa especialidade porque consolida o farmacêutico como uma figura essencial dentro da equipe multidisciplinar perioperatória”, afirmaram suas principais autoras, Laura Victoria Valdeolmillos e María Jesús Esteban, que acrescentaram que “a conciliação de medicamentos e a validação de tratamentos nesse período crítico permitem prevenir eventos adversos que poderiam comprometer tanto o sucesso da cirurgia quanto a estabilidade das patologias crônicas do paciente”.

Nesse contexto, o artigo expõe que pelo menos metade dos pacientes submetidos a uma intervenção cirúrgica recebe tratamento farmacológico crônico. Assim, o manejo inadequado desses pacientes não apenas coloca em risco a segurança do paciente, mas também é responsável pelo cancelamento de cirurgias programadas, principalmente devido ao uso incorreto de anticoagulantes e antiagregantes.

MARCO DE AÇÃO HOMOGÊNEO PARA 76 SUBGRUPOS FARMACOLÓGICOS

Diante desse cenário, as 10 pesquisadoras participantes deste estudo, que trabalham em diversos centros hospitalares nacionais, destacaram que a maior contribuição é a criação de uma ferramenta prática baseada em evidências científicas recentes (2015-2024). “Nossos resultados oferecem, pela primeira vez, um quadro de atuação homogêneo para 76 subgrupos farmacológicos, incluindo áreas com escassa bibliografia prévia, como as terapias biológicas e a fitoterapia”, explicam as autoras.

Além disso, afirmaram que foi obtida “uma informação de alto valor clínico que evita suspensões desnecessárias de tratamentos que poderiam agravar a doença do paciente durante o pós-operatório”. Por isso, assinalaram que é necessário integrar o farmacêutico na equipe perioperatória, bem como reforçar a coleta sistemática de dados sobre a prática clínica em cada centro.

Na opinião delas, essa abordagem permitirá gerar evidências sólidas que reflitam o impacto da suspensão de tratamentos em cirurgias e seu efeito no controle de doenças crônicas. A esse respeito, elas afirmaram que as terapias biológicas são o maior desafio atual para a padronização de protocolos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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