MADRID 9 abr. (EUROPA PRESS) -
68,5% do pessoal de enfermagem afirma realizar tarefas que não são próprias de sua profissão devido à falta de pessoal em outras categorias, de acordo com o 'Estudo sobre as condições de trabalho do pessoal de enfermagem', realizado pela Federação dos Setores de Saúde e Social e de Saúde de Comisiones Obreras (FSS-CCOO).
"Vemos que quase todas as categorias nos dizem que há conflitos funcionais, e isso se deve ao fato de que as funções não estão bem definidas", disse nesta quarta-feira o delegado da FSS-CCOO para Ação Sindical, Álvaro Sánchez, durante a apresentação do relatório, especificando que há enfermeiros que desempenham outras funções e, inversamente, funções que pertencem à enfermagem e estão sendo desempenhadas por outras categorias.
Nesse sentido, os representantes da CCOO exigiram uma definição adequada das funções, pois a regulamentação atual é "pré-constitucional" e foi mantida no Estatuto Marco de 2003, sem levar em conta os "avanços" da profissão de enfermagem, de acordo com a chefe do FSS-CCOO Finanças e do Grupo de Estudos de Enfermagem, Emilia Lamas.
O estudo, que inclui dados de uma pesquisa com 1.800 enfermeiros, enfatiza que mais de 76% dos enfermeiros afirmam ter sofrido agressão verbal, física ou psicológica por parte de pacientes ou familiares. Sobre esse ponto, destaca que 65% dos profissionais não sentem que seu trabalho e treinamento são reconhecidos pelos usuários dos serviços de saúde onde trabalham. Como resultado, mais da metade deles (51,6%) já pensou em abandonar a profissão.
Em relação à saúde dos enfermeiros, eles relatam uma prevenção "deficiente" dos riscos ocupacionais, sendo o estresse relacionado ao trabalho um dos maiores problemas, seguido por condições ergonômicas ruins no local de trabalho. A esse respeito, 38% dizem que sofreram alguma incapacidade temporária devido a lesões musculoesqueléticas ou estresse relacionados ao trabalho nos últimos três anos.
ALTA TEMPORARIEDADE E FALTA DE ESTABILIZAÇÃO
Por outro lado, o estudo também se refere à alta natureza temporária e à falta de estabilização da força de trabalho no setor de enfermagem. Assim, apesar dos últimos processos de estabilização, apenas 62% dos pesquisados têm um cargo permanente. Além disso, há a falta de conciliação familiar devido aos turnos rotativos, o que afeta a saúde de 76,7% dos enfermeiros.
Quanto ao treinamento, mais de 68% consideram que não há treinamento específico de "qualidade" para eles no Sistema Nacional de Saúde (SNS). Da mesma forma, defendem o desenvolvimento de especialidades de enfermagem, que quase 80% consideram como uma ferramenta que dá "maior autonomia" às trabalhadoras. Ao mesmo tempo, consideram insuficiente o número de vagas oferecidas anualmente para o acesso a esse tipo de treinamento (EIR).
Com relação aos guias de prescrição de enfermagem, 88% acreditam que eles não estão suficientemente desenvolvidos. Por sua vez, os profissionais (76%) veem com bons olhos a criação de novas figuras, como o gerente de casos de enfermagem ou o enfermeiro de prática avançada.
(Haverá uma extensão)
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