Publicado 14/01/2026 09:06

Quase 30% das pessoas com mais de 65 anos na Espanha consomem cinco ou mais medicamentos de forma crônica por ano.

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A polimedicação atinge 45% da população entre 85 e 94 anos MADRID 14 jan. (EUROPA PRESS) - Quase 30% das pessoas com mais de 65 anos na Espanha consomem cinco ou mais medicamentos de forma crônica por ano, embora a porcentagem de pessoas polimedicadas cresça com a idade, chegando a afetar 44% da população entre 85 e 94 anos, de acordo com o relatório sobre o uso de medicamentos crônicos em pessoas polimedicadas, publicado nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde.

Os dados, baseados na Base de Dados Clínicos de Atenção Primária (BDCAP) correspondentes a 2023, mostram que, por sexo, as mulheres apresentam uma maior prevalência de polimedicação (30,9%) em comparação com os homens (28,3%), uma diferença especialmente acentuada nas faixas etárias mais avançadas.

Além disso, nas mulheres há uma maior porcentagem de uso de medicamentos relacionados com patologias ósseas, tireóide, psicofármacos, analgésicos e AINEs. Enquanto isso, há uma maior proporção de homens que utilizam medicamentos urológicos, cardiovasculares, antidiabéticos e broncodilatadores. A prevalência de problemas de saúde relacionados às indicações de medicamentos crônicos é maior em pessoas polimedicadas do que em não polimedicadas, em todas as faixas etárias. Destacam-se a insuficiência cardíaca, com uma frequência sete vezes superior, a cardiopatia isquêmica (quase cinco vezes mais), a doença cerebrovascular e a insuficiência renal crônica (cerca de quatro vezes mais), bem como a diabetes mellitus (três vezes mais).

Também se observa uma relação direta entre a idade e o consumo de certos medicamentos: os medicamentos contra a demência são usados até 4,5 vezes mais em pessoas com mais de 95 anos do que no grupo de 65 a 74 anos. O mesmo ocorre com diuréticos, antianêmicos e anticoagulantes. Por outro lado, o uso de AINEs, insulinas e estatinas diminui acentuadamente com a idade. O Ministério da Saúde afirma que “essas descobertas reforçam a necessidade de avançar em estratégias de uso racional de medicamentos em idosos, integrando a abordagem de gênero e idade”. A identificação de padrões de prescrição não justificados pela morbidade real “permite planejar intervenções mais eficazes, centradas na segurança do paciente, na prevenção de interações e na melhoria da qualidade de vida nas fases mais avançadas”, acrescenta. MAIS MEDICAMENTOS SÃO USADOS, APESAR DA MENOR PREVALÊNCIA DE DOENÇAS

Um conjunto de medicamentos apresenta uma taxa de utilização superior à prevalência do(s) problema(s) de saúde relacionado(s) à sua indicação. Entre eles estão: antiúlcera péptica, hipolipemiantes, vitamina D, analgésicos, antidepressivos e ansiolíticos.

Outros medicamentos, como os indicados para problemas de saúde relacionados à demência, terapia tireoidiana, tratamento antiosteoporótico, suplementos de cálcio ou AINEs, apresentam um uso inferior ao esperado de acordo com sua prevalência. Os medicamentos antianêmicos, antiglaucoma, anti-hipertrofia prostática, antivertiginosos ou antidiabéticos têm uma prescrição que coincide com as prevalências das doenças relacionadas.

O uso adequado às prevalências dos medicamentos da esfera cardiovascular (anti-hipertensivos, anticoagulantes, antiagregantes), “em grande parte utilizados com intenção preventiva, é difícil de interpretar, dada a variabilidade de suas indicações”, aponta o relatório.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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