MATEO LANZUELA/EUROPA PRESS
YEBES (GUADALAJARA), 27 de outubro (EUROPA PRESS)
O Ministro dos Transportes e Mobilidade Sustentável, Óscar Puente, presidiu a cerimônia institucional na segunda-feira para marcar o 50º aniversário do Observatório Yebes (Guadalajara), onde visitou as instalações e o radiotelescópio do centro e destacou como, com o apoio do plano de recuperação, eles dobraram o investimento em P&D entre 2018 e 2023.
Durante seu discurso, Puente detalhou como o investimento em ciência cresceu 50%, chegando a 22.379 milhões de euros, o equivalente a 1,5% do PIB, e como o emprego nesse campo também aumentou 22%.
A esse respeito, o ministro detalhou que, diante do "negacionismo científico", o governo adotou uma estratégia contrária aos cortes: "Com o apoio do plano de recuperação, dobramos o investimento em P&D&I no Orçamento Geral do Estado", disse ele, acrescentando que, de acordo com o relatório de monitoramento de 2024 da estratégia espanhola para ciência, tecnologia e inovação, o investimento entre 2018 e 2023 cresceu 50%, chegando a 22.379 milhões de euros, ou "quase 1,5% do produto interno bruto".
Quanto à visita, segundo ele, este aniversário também marca cinco décadas de desenvolvimento científico dedicado à astronomia, geodésia espacial e observação da Terra", e destacou a importância desse centro e o que ele significou para a "enorme transformação que este país sofreu no último meio século".
O observatório, que conta com grandes radiotelescópios, como o "Aries 21" e o "Jorge Juan", e modernos laboratórios de eletrônica, micro-ondas, criogenia, eletroquímica e mecânica de precisão, foi definido por Puente como uma "infraestrutura única com tecnologia de ponta", grande parte da qual foi desenvolvida pela própria equipe do centro.
Entre suas funções, ele destacou o "rastreamento" entre as estrelas para esclarecer os mistérios do universo e, ao mesmo tempo, "monitorar as oscilações da Terra, detectando variações na gravidade, os movimentos de falhas, placas tectônicas e o posicionamento dos satélites que nos orbitam".
Puente também enfatizou que o maior patrimônio do centro não é seu equipamento, "mas as pessoas altamente qualificadas" que trabalham aqui, e que graças a elas esse observatório se tornou "o mais eficiente do mundo na descoberta de moléculas interestelares".
A esse respeito, ele explicou que "das 326 moléculas detectadas desde a década de 1960, quase um terço foi detectado neste observatório, o que fez da Espanha uma potência no campo da astroquímica".
Quanto ao observatório em si, Puente lembrou que em novembro fará dois anos que foi concluída a ampliação e a reforma para equipá-lo, entre outras melhorias, com um novo sistema de telemetria a laser para satélites e, assim, torná-lo uma das oito estações geodésicas fundamentais do mundo", um sistema que "permite monitorar as mudanças geodinâmicas do nosso planeta e, é claro, rastrear satélites e detritos espaciais".
O ministro concluiu afirmando que "ciência é inovação e precisão" e que as instalações do Observatório Yebes "são um exemplo claro dessa diplomacia científica", graças à sua abertura para pesquisadores de todo o mundo e à sua participação em redes internacionais.
O centro, localizado em um terreno de 25 hectares a uma altitude de 980 metros no município de Yebes, escolhido por sua baixa poluição radioelétrica, é uma Infraestrutura Técnico-Científica Singular (ICTS) espanhola e abriga um radiotelescópio de 40 metros de diâmetro e outro de 13,2 metros, além de laboratórios para o projeto e a fabricação de receptores criogênicos que o posicionam internacionalmente.
FERRAMENTA LÍDER
Por sua vez, o diretor do observatório, Pablo de Vicente, referiu-se ao radiotelescópio de 40 metros como uma ferramenta líder mundial na descoberta de moléculas interestelares.
Para comemorar esse aniversário, o centro planejou um programa com uma série de conferências, visitas públicas, colaboração com a Astroguada, concursos e um livro comemorativo desse meio século.
De Vicente destacou o talento científico espanhol e enfatizou a necessidade de investimento constante e retenção de pessoal especializado para garantir o futuro do observatório.
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