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MADRID 8 ago. (EUROPA PRESS) -
O PSOE registrou uma proposta não legislativa (PNL) no Congresso dos Deputados na qual pede que o sono na infância e na adolescência seja uma "prioridade" nas políticas de saúde pública, com o objetivo de garantir o bem-estar presente e futuro dos menores.
"Evidências científicas indicam que a falta de sono em crianças e adolescentes prejudica o desenvolvimento cognitivo, aumenta o risco de obesidade, piora o desempenho escolar e afeta o equilíbrio emocional", afirma o texto apresentado para debate na Comissão de Juventude e Infância da Câmara dos Deputados.
Os socialistas apontam que houve uma "deterioração preocupante do descanso na infância", de acordo com dados de organizações como a Aliança para o Sono, a Sociedade Espanhola do Sono, a Federação Espanhola de Sociedades de Medicina do Sono e a Associação Espanhola de Pediatria de Cuidados Primários.
Especificamente, estima-se que três em cada 10 crianças entre seis meses e cinco anos de idade tenham distúrbios do sono. Ao mesmo tempo, cerca de 83% usam telas na cama à noite, o que atrasa a hora de dormir em uma hora, em média.
Essa situação é agravada entre as crianças que vivem em ambientes socioeconômicos vulneráveis. Mais da metade (58%) tem um sono de má qualidade, o que tem um impacto direto sobre sua saúde, aprendizado e bem-estar emocional.
O PSOE ressalta que a Lei Orgânica 8/2021, de 4 de junho, sobre a proteção integral de crianças e adolescentes contra a violência, estabelece uma estrutura legal que promove o bom tratamento e o bem-estar integral de crianças e adolescentes. "Promover um ambiente que favoreça o descanso adequado faz parte do bom tratamento e também é uma condição necessária para alcançar o bem-estar das crianças. Essa lei garante um atendimento integral que abrange aspectos físicos, psicológicos e emocionais", afirmam.
Nesse contexto, os socialistas pedem que sejam tomadas medidas, em colaboração com as comunidades autônomas, profissionais de saúde e organizações de pacientes, para combater os distúrbios do sono e melhorar os hábitos saudáveis de sono de crianças e adolescentes, no âmbito das estratégias do Ministério da Saúde, a fim de garantir um quadro específico de referência a partir de uma perspectiva multidisciplinar.
Além disso, pedem que se promova e incentive o treinamento de profissionais do Sistema Nacional de Saúde (SNS) no campo dos distúrbios do sono; que se promovam protocolos específicos de detecção e ações de orientação para as famílias, bem como campanhas de conscientização e sensibilização.
Propõem também a incorporação da educação do sono no currículo escolar, nas fases infantil e primária; o estudo da incorporação de indicadores de qualidade e quantidade de sono em pesquisas de saúde pública; e a promoção de pesquisas e treinamento acadêmico sobre a interconexão entre a falta de sono e os determinantes sociais da saúde, com ênfase especial em crianças em ambientes socioeconômicos vulneráveis.
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