Publicado 26/10/2026 13:26

Psiquiatra afirma que muitas pessoas com TDAH chegam à idade adulta sem um diagnóstico

Archivo - Arquivo - Mulher estressada, sem concentração.
NENSURIA/ ISTOCK - Arquivo

A Takeda promove a campanha “A peça que faltava” para dar visibilidade aos sinais do TDAH em adultos e destacar a importância do diagnóstico

MADRID, 26 out. (EUROPA PRESS) -

A presidente da Sociedade Espanhola de Psiquiatria e Saúde Mental (SEPSM), Marina Díaz Marsá, afirmou que “muitas pessoas” com transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) “chegam à idade adulta sem um diagnóstico, depois de anos atribuindo suas dificuldades a uma suposta falta de vontade, esforço ou capacidade”.

“Ninguém deveria precisar de meia vida para entender o que está acontecendo com ele”, afirmou ela para, em seguida, destacar a importância de divulgar e conscientizar sobre as manifestações do TDAH em adultos, com o objetivo de promover um diagnóstico precoce que ajude a pessoa a compreender o que está acontecendo e a ter acesso à ajuda de que precisa.

Isso foi exposto na apresentação da campanha “A peça que falta”, lançada pela farmacêutica Takeda na véspera do Dia Nacional do TDAH, com o objetivo de dar visibilidade aos sintomas desse transtorno na vida adulta, levando em conta que ele tradicionalmente tem sido associado à infância e à adolescência. Ao mesmo tempo, a campanha busca destacar o papel que o diagnóstico desempenha na compreensão de certas dificuldades próprias do TDAH que podem interferir no dia a dia.

A campanha de conscientização apresenta dois “spots” dirigidos pelo cineasta Nacho Vigalondo. Os vídeos mostram situações da vida cotidiana em que certas dificuldades podem ser interpretadas como comportamentos intencionais ou traços de personalidade, quando, na verdade, poderiam estar relacionadas a um transtorno que requer uma avaliação profissional.

O conceito criativo da campanha parte da ideia de que, para muitos adultos, receber um diagnóstico pode significar encontrar a peça que faltava para compreender situações que se repetem ao longo de sua vida e para as quais, até então, não haviam encontrado uma explicação.

EVITAR PRECONCEITOS E CULPA

Dessa forma, a Takeda busca promover uma visão mais compreensiva sobre o TDAH, longe de preconceitos e culpabilização, ao mesmo tempo em que transmite uma mensagem positiva sobre a importância de buscar ajuda profissional.

Vigalondo, diagnosticado com TDAH na idade adulta, destacou a importância de compreender que o TDAH vai além das dificuldades que qualquer pessoa pode enfrentar ocasionalmente. “Gostaria de contribuir, mesmo que minimamente, para mudar essa tendência de responder ‘isso também acontece comigo’ quando uma pessoa com TDAH explica sua situação”, afirmou.

A campanha contou tanto com a perspectiva dos profissionais de saúde quanto com a visão das associações de pacientes. A presidente da Federação Espanhola de Associações de Apoio ao Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (FEAADAH), Miriam Galindo, alertou que “chegar à idade adulta sem um diagnóstico de TDAH pode significar anos de desgaste emocional, dificuldades e uma autoestima muito abalada”.

Embora tenha esclarecido que “um diagnóstico não resolve tudo”, ela enfatizou que ele permite mudar a forma de acompanhar uma pessoa com TDAH e evitar-lhe um “sofrimento desnecessário”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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