Publicado 24/04/2026 06:53

Psicólogos dão preferência à terapia cognitivo-comportamental para o insônia em vez do uso de remédios para dormir

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MADRID 24 abr. (EUROPA PRESS) -

O Conselho Geral de Psicologia apresentou o Guia Prático de Terapia Cognitivo-Comportamental para o insônia crônica, um documento que posiciona a intervenção psicológica como tratamento de primeira linha para esse transtorno, em oposição ao uso prolongado de medicamentos para dormir.

Os especialistas lembraram que a insônia é um dos distúrbios do sono mais frequentes na população e pode ter um impacto significativo na saúde física, no bem-estar psicológico e no funcionamento diário; na Espanha, afeta 14% da população adulta e 30% da população infantil entre 6 meses e 5 anos.

O guia, promovido pela Aliança pelo Sono e elaborado por uma equipe multidisciplinar de especialistas em Psicologia, Medicina do Sono, Psiquiatria e Atenção Primária, propõe uma mudança na abordagem do insônia, destacando a terapia cognitivo-comportamental para o insônia (TCC-I), uma ferramenta que eles apontam como “eficaz para atuar sobre os fatores que mantêm o problema, além do alívio sintomático".

"Trata-se de uma intervenção estruturada, breve e baseada em evidências, que se mostrou eficaz e segura, melhorando a qualidade do sono e reduzindo a necessidade de recorrer a tratamentos farmacológicos de longo prazo", destacou, durante a apresentação, Adolfo Alcoba, psicólogo clínico, membro da Aliança pelo Sono e coautor do guia.

O guia descreve a TCC-I como uma intervenção estruturada que geralmente é aplicada em quatro a oito sessões e que requer a participação ativa do paciente. O tratamento combina estratégias comportamentais, cognitivas e psicoeducativas que se adaptam a cada caso após uma avaliação clínica inicial. Durante essa avaliação, são analisados aspectos como o padrão atual de sono, os fatores que podem ter desencadeado o problema, os comportamentos relacionados ao descanso ou as crenças e preocupações associadas ao ato de dormir.

“Uma ferramenta fundamental nesse processo é o diário do sono, que permite registrar variáveis como a latência para adormecer, os despertares noturnos ou o tempo total de descanso e facilita o acompanhamento do tratamento”, destacam.

A IMPORTÂNCIA DE INCORPORAR O PSICÓLOGO GERAL DA SAÚDE

O documento também aponta que a TCC-I pode ser aplicada em diferentes formatos — individual ou em grupo, presencial ou online — e por meio de intervenções digitais com diferentes níveis de apoio profissional. Em sistemas de saúde com alta demanda assistencial, o guia destaca a utilidade dos modelos de atendimento escalonado, que permitem iniciar a intervenção com estratégias de menor intensidade e avançar para modalidades mais complexas de acordo com a evolução do paciente.

Essa abordagem “é especialmente relevante” em âmbitos como a Atenção Primária, onde essa problemática poderia ser atendida pelo psicólogo geral de saúde em colaboração com outros profissionais do sistema de saúde.

Porque, e para que esse modelo possa ser aplicado de forma eficaz, ressalta Alcoba, “é fundamental o papel do psicólogo geral de saúde na Atenção Primária, bem como a formação em medicina comportamental do sono, o que permite integrar essa abordagem de maneira prática e ajustada à realidade assistencial, sem complicar desnecessariamente o processo”. No sistema de saúde espanhol, a porta de entrada é a Atenção Primária, onde o médico de família realiza uma primeira avaliação do paciente.

“A partir daí, e em função da necessidade detectada, o paciente pode ser encaminhado a psicólogos de saúde geral da Atenção Primária e a profissionais de enfermagem, que podem realizar a intervenção escalonada e o acompanhamento correspondente”, afirmam os especialistas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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