Publicado 20/06/2025 08:51

Psicólogo adverte que o excesso de estímulo durante as férias de verão pode saturar o sistema nervoso

Archivo - Arquivo - Banhistas na praia em 8 de outubro de 2023 em Pontevedra, Galícia (Espanha). Todas as províncias galegas ultrapassaram os 30 graus hoje, com a temperatura mais alta registrada no município de Lourenzá, em Lugo, com uma temperatura de 3
Elena Fernández - Europa Press - Arquivo

MADRID 20 jun. (EUROPA PRESS) -

Mariola Fernández, professora de Psicologia da Universidad Europea, advertiu que o excesso de estímulos durante as férias de verão pode gerar sintomas físicos e emocionais que podem saturar o sistema nervoso.

"Nosso corpo precisa de pausas. Estar em lugares muito estimulantes, sem espaços para descanso ou silêncio, pode levar à fadiga, irritabilidade ou desconexão emocional", explicou Fernández.

Ela também ressaltou que as expectativas também desempenham um papel fundamental. Quando você idealiza a viagem ou quer que tudo seja perfeito, ele diz que é mais fácil se sentir decepcionado se algo não sair como planejado.

"Planejar o essencial ajuda, mas ficar obcecado em controlar cada detalhe pode diminuir a espontaneidade e a diversão", diz a especialista da Universidade Europeia. Ela acrescenta que "não existe uma fórmula universal. Há pessoas que gostam de organizar tudo e outras que preferem delegar esse controle. O importante é identificar o que reduz o estresse em cada caso".

A psicóloga alerta que o perfil mais vulnerável inclui pessoas com histórico de ansiedade, alto perfeccionismo ou dificuldade em administrar imprevistos. Para essas pessoas, uma viagem pode parecer um fardo. "Os sintomas podem variar desde um desconforto digestivo ou insônia até uma sensação de mal-estar ou tristeza constante", explica.

Além disso, ela ressalta que as pessoas geralmente começam as férias emocionalmente esgotadas, o que aumenta a fragilidade. "Esperar que a viagem cure todo o cansaço acumulado não é realista. A mente precisa de tempo para desacelerar, e isso nem sempre acontece nos primeiros dias, especialmente se o itinerário estiver sobrecarregado", explica a professora de Psicologia da Universidade Europeia.

Para viajar sem ansiedade, Fernández recomenda ouvir seus próprios ritmos, deixar espaço para a improvisação e não se forçar a seguir o padrão de prazer idealizado. "Viajar não deve ser uma obrigação de diversão. Há tantas maneiras de descansar quanto há pessoas, e todas elas são válidas", acrescentou.

Durante a viagem, ele ressalta que estratégias simples como respirar profundamente, fazer pausas, caminhar em silêncio ou mudar os planos sem culpa podem fazer a diferença. "Lembre-se de que nem todo mundo se diverte da mesma maneira. Algumas pessoas precisam mais de calma do que de atividade, e isso também é ótimo", enfatiza.

Por fim, Fernández defende a importância de naturalizar essas emoções. "Não há uma maneira correta de viajar e não há obrigação de aproveitar o tempo todo. Reconhecer nossos próprios ritmos e limites também é uma forma de saúde emocional", conclui.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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