Publicado 08/04/2026 13:25

Psicóloga defende o reforço das competências dos profissionais de saúde para identificar casos de violência de gênero

Archivo - Arquivo - Mulher durante uma sessão de psicoterapia
GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO / FILIPPOBACCI - Arquivo

MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -

A psicóloga e responsável pela área de Aprendizagem da Faro Educação, Victoria Ostolaza, pediu que se reforcem as competências dos profissionais de saúde em matéria de detecção precoce, escuta clínica e acompanhamento psicológico às vítimas de violência de gênero.

“A detecção precoce não depende apenas de protocolos. Depende da capacidade do profissional de ouvir, interpretar sinais sutis e criar um espaço seguro onde a paciente possa falar”, explicou Ostolaza.

Entre os sinais precoces que podem surgir em consultas médicas, a especialista mencionou a persistência de sintomas físicos sem causa médica clara, como dor crônica, cefaleias recorrentes, fadiga intensa ou distúrbios digestivos, que podem ser manifestações somáticas do mal-estar psicológico associado ao abuso.

Da mesma forma, ela sugeriu estar atento às pacientes que demonstram medo de errar ao responder, tensão constante ou dificuldade em se expressar com naturalidade, pois podem estar reagindo a contextos de controle ou intimidação.

Outros sinais de alerta são a percepção de dificuldade em tomar decisões sem consultar o parceiro ou a presença constante deste durante a consulta e sua interferência, respondendo pela paciente, impedindo-a de falar sozinha ou condicionando a conversa.

Ela também destacou a importância de observar se ocorrem atrasos frequentes nas consultas de acompanhamento ou abandono de tratamentos. As dificuldades em comparecer sozinha à consulta ou seguir orientações médicas podem estar relacionadas a dinâmicas de controle.

“A violência de gênero raramente se manifesta de forma explícita na consulta. O que geralmente aparece primeiro são sinais indiretos. Saber interpretá-los pode fazer a diferença entre intervir a tempo ou chegar tarde”, ressaltou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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