Publicado 07/07/2026 11:20

A Proton lança o assistente Lumo 2.0, utilizando o modelo aberto Qwen para competir diretamente com o ChatGPT e o Claude

Imagem do logotipo da Lumo.
PROTON

MADRID 7 jul. (Portaltic/EP) -

O Lumo 2.0, a nova atualização do assistente de inteligência artificial (IA) da Proton que traz novos recursos, agora utiliza o modelo de linguagem aberto Qwen, da empresa chinesa Alibaba.

A comunidade de usuários do Reddit detectou a mudança no modelo de IA ao perceber a atualização na página de suporte à privacidade do Lumo. Nela são detalhados os grandes modelos de linguagem (LLM) de código aberto que impulsionam o Lumo, e que as versões atuais utilizadas pelo Lumo 2.0 são o Qwen 3.5 — o LLM da Alibaba —, GLM 5.2, Image-Turbo e FireRed-Image-Edit-1.1.

Há uma semana, a Proton anunciou o Lumo 2.0, que traz modelos avançados, modo de raciocínio, capacidade multimodal, análise de imagens, um novo visual, novos recursos de memória e uma pesquisa na web aprimorada. No entanto, o maior benefício está em seu desempenho, já que, enquanto o Lumo 2.0 Lite ficou 127% mais potente, o Lumo 2.0 Max apresentou um aumento de 240% no Índice de Inteligência de Análise Artificial.

De fato, de acordo com testes internos da própria empresa, seu fundador e diretor executivo, Andy Yen, afirma que “os usuários já não conseguem perceber uma diferença qualitativa entre o Lumo 2.0 Max e os modelos mais recentes da OpenAI e da Anthropic”, segundo o veículo especializado Cybernews.

No entanto, no anúncio, a Proton não mencionou em nenhum momento a migração para o Qwen 3.5 e o abandono do Mistral, o orgulho da IA europeia, conforme destaca o Centro de Estudos Europeus (CEPS), um modelo que a Proton praticamente vem utilizando desde o lançamento do Lumo 1.1 em agosto de 2025, após a estreia do assistente de IA em julho de 2025.

O salto em desempenho e capacidades acarreta uma mudança geopolítica, já que o Qwen, por ter sido desenvolvido pela Alibaba na China, vem pré-treinado com filtros de alinhamento que condicionam certas respostas com viéses políticos. De acordo com um estudo recente do CEIAS, o Qwen é um dos modelos chineses com menor viés político detectado, bem abaixo do Kimi ou do DeepSeek.

No que diz respeito ao desempenho, os modelos Qwen superaram o Mistral em praticamente todos os “benchmarks” de pesos abertos. Para o usuário do Lumo, isso se traduz em multimodalidade real, raciocínio avançado e uma janela de contexto mais ampla (com a função Memória).

Outro aspecto é que os dados não são enviados para a China, já que a Proton baixou os pesos abertos do Qwen e os instalou em sua própria infraestrutura de servidores na Europa. Ou seja, o processamento continua protegido pela política da Proton e os dados não são armazenados em plataformas de terceiros.

Com essa nova iniciativa, o Lumo continua sendo o assistente de IA da Proton que se destaca por sua criptografia de acesso zero (zero-access encryption), sua política de não registro (não armazena nem compartilha as conversas com terceiros), a ausência de treinamento com dados dos usuários (ao contrário de outros chatbots com IA) e uma infraestrutura 100% europeia. Mas agora aproveita o poder oferecido pelos modelos Qwen.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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