Publicado 22/07/2025 09:00

Proteína cerebral no sangue pode ser um biomarcador de dor crônica, mostra pesquisa

Archivo - Arquivo - Amostras de sangue
FATCAMERA/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 22 jul. (EUROPA PRESS) -

Uma pesquisa conduzida pelo Instituto de Saúde Carlos III (ISCIII) e publicada no European Journal of Pain revela que o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), uma proteína essencial para o funcionamento neuronal, pode desempenhar um papel como biomarcador da dor crônica.

Os resultados mostram que a relação entre os níveis de BDNF no sangue e a dor crônica varia de acordo com o sexo da pessoa e a presença ou ausência de sintomas depressivos. O estudo, coordenado pelo Centro Nacional de Epidemiologia do ISCIII e com a participação de pesquisadores do CIBER de Epidemiologia e Saúde Pública (CIBERESP), analisou 1.932 pessoas com mais de 65 anos de idade da população geral da Espanha.

Foram avaliados vários tipos de dor crônica (musculoesquelética, não disciplinar, neuropática, visceral e vascular), além de fatores sociodemográficos, de estilo de vida e clínicos. Os resultados revelam que, em mulheres sem depressão, a dor crônica grave ou incapacitante está associada a níveis mais baixos de BDNF circulante. Nos homens, essa associação só é observada se eles tiverem um histórico de depressão.

"Essas descobertas inéditas destacam a necessidade de adotar abordagens personalizadas na avaliação e no tratamento da dor crônica, levando em conta as diferenças biológicas e psicológicas entre os pacientes", explicou a autora principal Esther García Esquinas.

Os autores concluem que o BDNF tem potencial como biomarcador de dor crônica, mas sua utilidade dependeria de variáveis como o sexo e a saúde mental do paciente. Portanto, sua interpretação clínica deve ser ajustada a cada perfil individual, afastando-se de abordagens generalistas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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