MADRID 24 abr. (EUROPA PRESS) -
O Ministério Público do Peru prendeu 14 pessoas acusadas de pertencer à organização criminosa "Kilates", dedicada à lavagem de ativos provenientes de mineração ilegal. O grupo supostamente tentou exportar dois quilos e meio de ouro, avaliados em dois milhões e meio de soles peruanos (596 mil euros) e obtidos em atividades de mineração ilegal.
A intervenção da Primera Fiscalía Supraprovincial Corporativa Especializada Contra la Criminalidad Organizada incluiu inspeções e buscas em quatro cidades diferentes e representa um passo importante em uma investigação de lavagem de dinheiro à qual o Ministério Público, a Polícia Nacional e a Alfândega do Peru dedicaram três anos em conjunto, conforme explicou o promotor provincial Álvaro Rodas Farro à televisão pública peruana.
O Ministério Público, segundo a agência de notícias Andina, disse que o ouro ilegal apreendido vinha dos departamentos de Puno e Arequipa e tinha como destino Hong Kong, Emirados Árabes Unidos e Índia. A organização "Kilates" operava por meio de mecanismos de conversão, transferência e ocultação do ouro obtido ilegalmente, de acordo com Rodas.
Apesar das prisões efetuadas, o Ministério Público continua investigando para prender os demais envolvidos e conhecer melhor as atividades da rede criminosa.
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