CLÍNICA UNIVERSIDAD DE NAVARRA
MADRID 13 ago. (EUROPA PRESS) -
Médicos, enfermeiros, engenheiros biomédicos e nutricionistas da Clínica Universidade de Navarra (CUN) participaram neste verão de diversas iniciativas de cooperação na África para melhorar a prevenção, o diagnóstico e o acesso à saúde em comunidades com recursos limitados, além de capacitar profissionais de saúde locais, conforme informou o hospital.
Um dos projetos foi realizado na Costa do Marfim, onde o especialista do Serviço de Microbiologia, Gabriel Reina, e o especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Ignacio Pérez, juntamente com oito estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade de Navarra, abordaram o câncer de colo do útero e o câncer de mama.
No país, o câncer de colo do útero é o segundo mais frequente entre as mulheres, com 2.360 novos casos a cada ano, e cerca de 62% das pacientes vêm a falecer, segundo dados do Observatório Global do Câncer e da Organização Mundial da Saúde. A ausência de programas de rastreamento e o acesso limitado à vacinação contra o vírus do papiloma humano fazem com que muitas mulheres procurem o sistema de saúde tarde demais.
As ações dos profissionais da Clínica Universidade de Navarra foram realizadas no âmbito do projeto Elikia, promovido pela Fundação Amigos de Monkole, no Centro Médico Walé, em Yamusukro.
Lá, atenderam 600 mulheres, das quais cerca de 8% eram portadoras do vírus da imunodeficiência humana (HIV), o que aumenta em até seis vezes o risco de câncer de colo do útero. Além disso, realizaram 42 tratamentos por termoablação para eliminar lesões pré-cancerosas e evitar sua progressão para um câncer invasivo.
CONSULTA MÉDICA PARA 400 CRIANÇAS DE UGANDA
Em Uganda, a engenheira biomédica Erika Sáenz de Santa María e a nutricionista Johana Mendiburu colaboraram com a Associação Kukura no projeto Crane Angels, destinado a melhorar a assistência médica dos mais de 400 crianças da escola de mesmo nome, muitas delas com deficiência física ou intelectual.
Durante sua estadia, elas participaram da implantação do futuro consultório médico do centro, equipando-o com os equipamentos, materiais de saúde e medicamentos necessários. A iniciativa também permitiu a contratação de um enfermeiro local que garantirá um atendimento contínuo.
“Queríamos deixar um consultório totalmente operacional e dotar o centro dos recursos necessários para que ele possa oferecer atendimento regular às crianças e suas famílias”, explicou Sáenz de Santa María. Além disso, os profissionais realizaram uma primeira avaliação nutricional da população local para orientar futuras ações de saúde.
CONSULTAS OFTALMOLÓGICAS NA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO
O enfermeiro Fernando Gárate participou do projeto UTO, promovido pela Fundação NAMA no Hospital Monkole, em Kinshasa (República Democrática do Congo), com o objetivo de realizar avaliações oftalmológicas.
Especificamente, foram realizados exames oftalmológicos de triagem semanais conduzidos por profissionais locais, consultas especializadas, sessões de telemedicina com oftalmologistas espanhóis e campanhas cirúrgicas periódicas.
Desde o início do projeto, há quatro anos, foram realizados mais de 2.500 exames oftalmológicos de triagem e distribuídos mais de 500 pares de óculos. “Nosso objetivo é realizar cirurgias e ajudar a capacitar a equipe local para que o projeto se torne cada vez mais autônomo. Recuperar a visão significa, em muitos casos, poder voltar a trabalhar e sustentar suas famílias”, destacou Gárate.
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