MADRID 15 set. (EUROPA PRESS) -
Há uma imagem que se repete com certa frequência nas estradas espanholas: veículos trafegando a mais de 120 km/h, o limite permitido nas autoestradas. E essa imagem levanta uma questão recorrente para muitos motoristas: é realmente muito mais rápido chegar lá pressionando um pouco mais o acelerador? Quanto tempo se ganha percorrendo a mesma distância a 140 km/h em vez dos 120 km/h estabelecidos por lei?
Para responder a essa pergunta, José Ángel Murcia, professor de matemática e rosto visível do perfil educacional @smartickmetodo, explica em um vídeo compartilhado no TikTok com um exemplo simples. "Quando ando a 60 quilômetros por hora, percorro 60 quilômetros em uma hora e um quilômetro em um minuto", ele começa. Em outras palavras, a essa velocidade, cada quilômetro requer 60 segundos de direção.
Se a velocidade for dobrada, o raciocínio também é simplificado: "Se eu estivesse indo a 120, levaria apenas a metade do tempo", acrescenta ele, lembrando que dobrar a velocidade significa reduzir pela metade o tempo necessário para percorrer a mesma distância. Entretanto, nem todos os aumentos de velocidade resultam na mesma economia de tempo.
"Entre uma velocidade legal na autoestrada (120 km/h) e uma velocidade ilegal na autoestrada (140 km/h), eu ganho apenas quatro segundos para completar um quilômetro", diz o professor. Em outras palavras, passar da velocidade máxima permitida para uma velocidade mais alta reduz apenas alguns segundos de cada quilômetro percorrido.
A chave é a relação inversa entre tempo e velocidade: quanto mais rápido você vai, menos tempo você economiza para cada incremento adicional.
QUANTO MAIOR A VELOCIDADE, MAIOR O CANSAÇO
Além do que se ganha ou deixa de ganhar em minutos, dirigir mais rápido também cobra seu preço no corpo. De acordo com a Direção Geral de Trânsito (DGT), a fadiga está relacionada a 20% a 30% dos acidentes de trânsito na Espanha. A principal causa é dirigir por muito tempo sem fazer uma pausa, mas fatores como a densidade do tráfego, as condições da estrada, as condições climáticas e a temperatura dentro do veículo também desempenham um papel importante.
A DGT alerta que manter uma velocidade excessiva por muito tempo exige maior concentração, o que pode alterar o estado psicofísico do motorista e acelerar o início da fadiga. Sob seus efeitos, a visão, a audição, as sensações corporais, os movimentos e até mesmo a tomada de decisões se deterioram, reduzindo drasticamente a capacidade de dirigir com segurança.
Em resumo, o que parece ser um pequeno atalho - aumentar de 120 km/h para 140 km/h - se traduz em apenas alguns segundos a menos por quilômetro e, em contrapartida, aumenta tanto o risco de uma penalidade quanto a probabilidade de fadiga ao volante.
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