Publicado 30/07/2025 09:33

Produto de consumo diário na Espanha que é guardado a sete chaves na Alemanha devido a roubo, diz especialista

Archivo - Arquivo - Um café durante uma coletiva de imprensa da Europa sobre as eleições europeias, na Universidade CEU San Pablo, em 4 de abril de 2024, em Madri (Espanha). A reunião faz parte do "mUÉvete, es tu EUropa" sob o título "Elecciones
Alejandro Martínez Vélez - Europa Press - Archivo

MADRID 30 jul. (EUROPA PRESS) -

O café se tornou um dos produtos mais roubados no comércio varejista alemão, o que fez com que muitas lojas começassem a trancá-lo. Frank Horst, especialista em comércio do instituto de pesquisa EHI, em Colônia, ressalta que essa situação não é nova, mas cresceu significativamente nos últimos anos. "Não é incomum que prateleiras inteiras de café sejam esvaziadas ocasionalmente", adverte.

A FALTA DE PESSOAL Horst explica que a falta de pessoal em muitas lojas contribui para que esses furtos passem despercebidos, levando os estabelecimentos a implementar medidas de segurança mais rígidas. Essas medidas incluem colocar os pacotes de café em vitrines trancadas e entregá-los somente mediante pedido direto do cliente.

Essas ações são mais comuns nas grandes cidades, embora também ocorram em áreas rurais. Os pacotes de café em grãos de um quilo são os mais procurados pelos ladrões.

DADOS DO INSTITUTO EHI E FEEDBACK DAS REDES DE SUPERMERCADOS

O EHI realiza pesquisas anuais entre várias empresas do setor varejista, analisando as perdas decorrentes de furtos, tanto nas mãos de clientes quanto de funcionários e outras partes responsáveis.

Sobre o assunto, a rede de supermercados Rewe comenta que, de acordo com sua avaliação, os furtos de café são casos isolados que se concentram em pontos críticos. A Rewe insiste que a proteção rigorosa do café ainda não é uma prática generalizada, pois limitar o acesso a esses produtos não é prático nem para os clientes nem para os funcionários. Além disso, sua linha de cafés ocupa vários metros nas prateleiras.

Por outro lado, um porta-voz dos hipermercados Kaufland confirma que, em algumas filiais, eles aplicam medidas de segurança específicas para produtos como grãos de café, incluindo caixas de proteção e a presença de uma equipe de segurança. No entanto, eles indicam que os furtos representam menos de 0,1 % dos contatos com os clientes. As redes Aldi e Lidl preferiram não comentar essa questão.

AUMENTOS DE PREÇOS

De acordo com Frank Horst, o aumento dos furtos de café está diretamente relacionado ao aumento acentuado dos preços. Dados do Departamento Federal de Estatística (Destatis) mostram que, em junho, os grãos de café custaram, em média, 45% a mais do que em 2020.

Atualmente, pacotes de um quilo de marcas conhecidas, como Dallmayr, Melitta e Jacobs, custam até 20 euros (equivalente a 23 dólares) ou até mais em alguns casos. Essa inflação é atribuída ao aumento dos preços das commodities devido a secas e quebras de safra nos principais países produtores.

Horst ressalta que, para alguns consumidores, o roubo de café é uma forma de protesto contra os preços altos, enquanto para outros é uma resposta às necessidades pessoais. Além disso, o café é uma commodity cobiçada por gangues organizadas e em crimes ligados à revenda, pois é fácil de comercializar.

IMPACTO ECONÔMICO

O instituto EHI aponta que os danos causados por furtos em lojas continuam a crescer. Em 2024, os clientes roubaram aproximadamente 2,95 bilhões de euros (cerca de 3,4 bilhões de dólares) em mercadorias, um aumento de 4,6% em comparação com o ano anterior.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático