OFICINA DEL PRIMER MINISTRO DE PORTUGAL
MADRID, 12 ago. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, disse nesta terça-feira que entende a indignação das pessoas afetadas pelos incêndios florestais, mas garantiu que o governo "está fazendo todo o possível" para mitigar os efeitos das chamas que assolam o país.
"Compreendemos que aqueles que tiveram de enfrentar este drama possam, por vezes, mostrar sinais de indignação; é normal, mas a verdade é que estamos todos a fazer o melhor que podemos, todos queremos e vamos continuar a fazer o melhor que podemos", disse em declarações divulgadas pela agência Lusa.
Nesse sentido, ele garantiu que seu gabinete está "dando tudo" que tem "para dar". "Estamos fazendo um esforço enorme e continuaremos a fazê-lo", acrescentou, ao mesmo tempo em que destacou o "espírito de unidade e solidariedade" que existe "para evitar perdas, para reduzir o impacto negativo".
Montenegro fez esses comentários após as críticas feitas pelo prefeito de Vila Real (norte), Alexandre Favaios, sobre o incêndio que começou em 2 de agosto em Sirarelhos e que vem "consumindo lentamente" o município nos últimos onze dias.
"(Os voluntários) estão realmente exaustos, considerando a magnitude deste incêndio (...) Aqueles que podem pôr fim a esta situação, por favor, nos ajudem. Não sei o que mais posso fazer no momento, além deste apelo: que o pessoal seja colocado no local para aliviar esses operadores", disse ele.
O governo português decidiu horas antes estender o estado de alerta por um período de 48 horas, até às 23h59 (hora local) de sexta-feira, devido à previsão meteorológica, marcada por altas temperaturas e tempo seco, o que significa um aumento do risco de incêndios florestais.
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