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MADRID 2 jul. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, alertou nesta quinta-feira que “o Ocidente está praticamente em guerra com a Rússia” e lamentou o grande número de supostos mercenários mobilizados no conflito, pelo que instou a “evitar um agravamento” da guerra.
“Atualmente, o mundo ocidental está praticamente em guerra com a Rússia, dado o enorme número de mercenários profissionais a soldo que operam na Ucrânia e que, neste momento, prestam serviços de manutenção em importantes instalações de armamento utilizadas neste conflito”, afirmou Fico, segundo informações coletadas pela emissora Kanal 1.
“A Eslováquia seguirá um caminho de paz. Como país que detém a presidência do Grupo de Visegrado, promoveremos com grande firmeza políticas pacíficas, o diálogo e a manutenção de contatos”, destacou Fico.
Esse grupo reúne a Eslováquia, a Hungria, a Polônia e a República Tcheca e funciona atualmente como um fórum de diálogo político entre seus membros. A Eslováquia assumiu a presidência do grupo no último dia 1º de julho, sucedendo a Hungria.
Sobre a importância desse grupo, ele afirmou que este deve “tornar-se um forte trunfo em nível regional” e garantiu que a prioridade da Eslováquia “é o respeito ao Direito Internacional e a manutenção da paz”.
Nesse sentido, destacou que a presidência eslovaca do grupo ocorre em “momentos geopolíticos complicados devido ao descumprimento do Direito Internacional e à violação dos princípios sobre os quais se fundou a ordem mundial”. “O governo da Eslováquia deseja assumir esta presidência com princípios e diretrizes claras. Em primeiro lugar, o princípio do cumprimento consistente do Direito Internacional”, explicou.
“Em segundo lugar, o princípio da não ingerência nos assuntos internos de outros países; e, em terceiro lugar, o princípio fundamental de respeitar o caminho que outros países escolham para administrar seus assuntos internos”, esclareceu, antes de ressaltar que “apesar de fazer parte de um pequeno grupo de primeiros-ministros europeus que apoiam o diálogo e não a guerra, fará todo o possível para garantir que a aposta pela paz seja ouvida”.
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