ELISE WRIGHT KNUTSEN ET AL.
MADRID 12 set. (EUROPA PRESS) -
Cientistas da Universidade de Oslo demonstraram na prática o método que desenvolveram para prever o aparecimento da aurora boreal em Marte.
A prova do sucesso do sistema ocorreu em 18 de março e foi reproduzida em 18 de maio de 2024, quando o rover Perseverance detectou uma aurora no céu de Marte, prevista anteriormente pela equipe. A descoberta foi agora apresentada na reunião EPSC-DPS2025 (Congresso de Ciências do Europlaneta e Divisão de Ciências Planetárias da Sociedade Astronômica Americana).
As auroras no Planeta Vermelho funcionam de forma semelhante às luzes do norte da Terra, mas com diferenças cruciais. Quando uma ejeção de massa coronal irrompe do Sol, enviando uma explosão de partículas carregadas para o espaço, elas acabam colidindo com a fina atmosfera marciana. A colisão faz com que os átomos de oxigênio no alto do planeta brilhem com uma luz verde assustadora, brilhante o suficiente para que os futuros astronautas marcianos a vejam a olho nu.
Isso é um pouco diferente das auroras terrestres, que geralmente ficam confinadas às regiões polares devido ao campo magnético do nosso planeta. Marte não tem esse escudo magnético protetor, portanto as auroras marcianas podem aparecer em qualquer lugar do lado noturno do planeta como um brilho difuso que se espalha pelo céu, informa o Europlanet em um comunicado.
AVISO PRÉVIO PARA PROTEGER FUTUROS EXPLORADORES HUMANOS
A mesma radiação solar que cria essas auroras representa sérios riscos para os exploradores humanos. Sem um aviso prévio das tempestades solares que se aproximam, os astronautas podem enfrentar uma exposição perigosa a partículas de alta energia. Ter um sistema de previsão confiável poderia ser literalmente uma questão de vida ou morte para futuras missões a Marte, e essa é a verdadeira força motriz por trás do estudo.
No entanto, a previsão das auroras marcianas está se mostrando um desafio extraordinário. Já é difícil na Terra tirar algumas fotos dessas auroras esquivas, mas a equipe teve que planejar suas observações com três dias de antecedência, enviando instruções para as câmeras do Perseverance antes mesmo de saber se uma tempestade solar criaria uma aurora.
Entre 2023 e 2024, a equipe fez oito tentativas de capturar uma aurora, com apenas dois resultados positivos. As três primeiras tentativas não foram bem-sucedidas, proporcionando aos pesquisadores lições valiosas sobre as condições que produzem auroras visíveis em Marte. Ao analisar os dados do orbitador MAVEN da NASA e da sonda Mars Express da ESA, eles descobriram que a velocidade da tempestade solar é fundamental.
De acordo com a líder da equipe, Dra. Elise Wright Knutsen, quanto mais rápida for a ejeção de massa coronal, maior será a probabilidade de acelerar partículas em direção a Marte, gerando auroras. Com esse conhecimento, a equipe começou a se concentrar em tempestades solares mais rápidas e mais intensas, e foi então que conseguiram suas detecções marcantes.
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