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MADRID 7 nov. (EUROPA PRESS) -
A fisioterapeuta da Blua Sanitas, Rocío Luque, enfatizou nesta sexta-feira que a prevenção de quedas em idosos, especialmente com a chegada do outono, envolve a escolha de calçados com boa aderência ou a verificação da iluminação da casa, já que os pisos úmidos associados a esta época do ano e a menor luz natural aumentam esse risco em pessoas que já têm uma certa perda de equilíbrio devido à idade.
Nesse sentido, ele recomendou a escolha de calçados fechados com boa aderência, evitando solas lisas ou desgastadas, especialmente na rua ou em pisos molhados.
O especialista recomendou "extrema cautela" ao caminhar ao ar livre, pois calçadas escorregadias, lama ou áreas com folhas acumuladas podem se tornar "armadilhas", razão pela qual também se deve diminuir a velocidade, apoiar bem a sola do pé e usar bengalas.
"É preferível usar bengalas com pontas antiderrapantes específicas para condições úmidas, pois os guarda-chuvas não foram projetados para proporcionar estabilidade postural e podem aumentar o risco de desequilíbrio", acrescentou.
Com relação às medidas a serem tomadas nas residências, Luque aconselhou a substituição de lâmpadas queimadas, a colocação de lâmpadas nos corredores e a instalação de luzes-guia ou sensores de movimento, especialmente para movimentos noturnos, que podem aumentar o risco de quedas.
Da mesma forma, ele enfatizou a importância de adaptar a casa às condições de umidade, pois a umidade pode tornar os pisos mais escorregadios, mesmo em ambientes fechados. Isso pode ser feito colocando tapetes antiderrapantes nos banheiros e corredores, fixando tapetes no chão e secando imediatamente as áreas molhadas, o que ajuda a evitar quedas em casa.
Cuidar da visão e da audição também é fundamental, especialmente em dias nublados e com menos luz natural, o que pode afetar a percepção de profundidade e o contraste.
"Os exames oftalmológicos e auditivos são fundamentais para detectar déficits que alteram o equilíbrio ou a orientação espacial. O ajuste de óculos ou aparelhos auditivos pode evitar muitos tropeços", disse ele.
ROTINA DIÁRIA DE MOVIMENTO
Apesar da importância dessas medidas, manter uma rotina diária de exercícios simples de força, equilíbrio, resistência, mobilidade e coordenação é a melhor proteção contra o risco de quedas, pois o corpo perde massa muscular em um "ritmo acelerado" após os 60 anos de idade.
"Eles podem ser feitos em casa ou em centros de dia, e sua principal vantagem é que reduzem consideravelmente o risco de quedas recorrentes. Há programas específicos voltados para idosos que combinam esse tipo de exercício (força, equilíbrio, coordenação, resistência...) e que se mostraram muito eficazes na prevenção de quedas, por exemplo, o Programa Otago ou o Programa Vivifrail", destacou Luque.
Depois disso, ele enfatizou que seguir todas essas medidas tem um "impacto direto" na prevenção de acidentes, pois melhora a estabilidade postural, os reflexos e a capacidade de reação do corpo para evitar um tropeço ou amortecer seu impacto.
Luque também enfatizou que cada pessoa precisa de um plano adaptado ao seu nível de mobilidade, ao seu estado de saúde e ao seu ambiente cotidiano.
"Os fisioterapeutas também recomendam uma avaliação funcional periódica (como o teste Timed Up and Go ou o Short Physical Performance Battery) para identificar as pessoas com maior risco de queda e elaborar intervenções personalizadas. Em suma, o mais aconselhável é agir a tempo e transformar o autocuidado em um hábito constante, e não em uma resposta ao primeiro susto", insistiu.
"Para a população idosa, uma queda pode marcar um antes e um depois em suas vidas. Não apenas por causa da lesão em si, mas também porque gera medo de se mover novamente, o que favorece um estilo de vida sedentário e acelera a deterioração funcional. Portanto, é essencial entender que, além da força física, a visão, o equilíbrio, a medicação e o ambiente doméstico também desempenham um papel na prevenção de quedas", explicou Miriam Piqueras, diretora médica da Sanitas Mayores.
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