CONSEJO GENERAL DE COLEGIOS FARMACÉUTICOS
MADRID 11 fev. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Conselho Geral de Associaes Farmacuticas (CGCF), Jesús Aguilar, argumentou que a lei deve avanar para que onde houver um medicamento sempre haja um farmacutico", em referncia ao projeto de lei sobre Medicamentos e Dispositivos Médicos que o Ministério da Saúde está elaborando.
"Uma lei que acreditamos que deve avanar no objetivo de que, onde houver um medicamento, sempre haja um farmacutico, como garantia de segurana para os cidados, reforando o modelo de farmácia e garantindo sua sustentabilidade", afirmou Aguilar durante a 7 Conferncia Nacional de Distribuio Farmacutica, organizada pela CGCF, por meio da Associao Nacional de Farmacuticos Distribuidores.
Por outro lado, Aguilar destacou o trabalho dos farmacuticos que trabalham na distribuio, pois considera que eles desempenham "uma misso fundamental na segurana do medicamento dentro da cadeia e, claro, na garantia do acesso aos servios farmacuticos em condies de igualdade, equidade e acessibilidade para todos os cidados".
Nesse sentido, ele pediu a "promoo e proteo" de um modelo de farmácia baseado na distribuio cooperativa, que deve ser "um exemplo para a Europa e o mundo".
O membro da CGCF para Distribuio, Juan del Río, enfatizou que esta reunio é uma forma importante de incentivar a educao continuada, promovendo o contato e a troca de conhecimento e experincia.
Além disso, servirá para "conscientizar a sociedade, mas também o próprio setor, sobre o trabalho dos farmacuticos da distribuio como garantidores da qualidade e do acesso de todos os cidados a medicamentos e produtos de saúde nas condies exigidas pelo nosso modelo de prestao altamente reconhecido".
Del Río também destacou que "alguém deve garantir" a manuteno dos níveis de qualidade na cadeia de fornecimento de medicamentos e produtos de saúde, um setor que está se tornando "cada vez mais" complexo devido interveno de diferentes profissionais e níveis de atendimento.
BOAS PRÁTICAS NA DISTRIBUIO
Durante a conferncia, foi discutida a questo das boas práticas de distribuio, com foco especial no controle de temperatura no transporte, e na qual a diretora técnica da Logista Pharma, Rocío García González, revisou os sistemas de validao dos elementos envolvidos no transporte para conhecer a temperatura e poder tomar decises, enfatizando que "a distribuio é um elo muito importante na vida do medicamento que temos que conhecer e controlar para garantir sua temperatura".
Por sua vez, José Domínguez, membro do Comit de Distribuio do Colégio A Coruña, apresentou a mesa redonda sobre a distribuio colaborativa entre farmacuticos hospitalares e comunitários, que está permitindo "aproximar" os medicamentos hospitalares dos pacientes por meio de suas farmácias. A participao do farmacutico na distribuio "garante" que o medicamento mantenha os altos padres de qualidade e rastreabilidade da cadeia de suprimentos.
A porta-voz da Farmácia Hospitalar da CGCF, Ana Sangrador, falou sobre os pontos a serem melhorados e o funcionamento desse modelo de distribuio colaborativa que está se espalhando para novas comunidades autnomas, destacando que "os pacientes que moram mais longe so os que mais se beneficiam; 75% moram em áreas rurais".
Os farmacuticos também falaram sobre a Estratégia Farmacutica Europeia, destacando que essa estratégia terá um "impacto" na profisso farmacutica como um todo e, em particular, na distribuio, e que ela faz referncia expressa importncia de cadeias de suprimentos diversificadas e seguras para superar os problemas de escassez de medicamentos.
Seu objetivo é "garantir o acesso dos pacientes a medicamentos inovadores e acessíveis, promover a competitividade, a inovao e a sustentabilidade do setor farmacutico e aprimorar os mecanismos de preparao e resposta a crises".
FARMACUTICOS SE COMPROMETEM COM O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Os farmacuticos também se comprometeram com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (SDGs) em nível de distribuio.
O diretor geral do SIGRE, Miguel Vega, lembrou que, a partir do início do ano, a organizao, além de gerenciar os resíduos de medicamentos e embalagens das residncias, assumirá os gerados em estabelecimentos de saúde e instalaes de distribuidores, operadores logísticos e farmácias, bem como embalagens industriais.
É por isso que a Comunidade de Madri concedeu ao SIGRE a autorizao como Sistema Coletivo de Responsabilidade Estendida do Produtor (SCRAP). Além disso, a Vega está colaborando com os participantes do setor para projetar um modelo de gesto baseado nos princípios da economia circular, que levará em conta todas as etapas pelas quais as embalagens passam, desde a P&D até o tratamento final dos resíduos, com a presena de farmacuticos em todas elas.
O PAPEL DA IA NA DISTRIBUIO
Por fim, os participantes discutiram o papel da Inteligncia Artificial (IA) no processo de distribuio de medicamentos, enfatizando que essa ferramenta já está revolucionando outros campos da saúde e da medicina.
Na verdade, ela já está "transformando" a gesto de estoques, otimizando processos e melhorando a eficincia em toda a cadeia de suprimentos, e o Centro de Informaes sobre o Fornecimento de Medicamentos (CISMED) foi dado como exemplo, que está usando IA preditiva, aproveitando os dados históricos acumulados para identificar padres e tendncias para prever a escassez no futuro.
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