Publicado 26/02/2025 09:20

O presidente da ONT enfatiza que o tratamento da hepatite C "esvaziou" as listas de espera para transplante de fígado

Archivo - Arquivo - A diretora geral da Organizao Nacional de Transplantes (ONT), Beatriz Domínguez-Gil, apresenta o balano da atividade de doao e transplante para 2024, no Ministério da Saúde, em 16 de janeiro de 2025, em Madri (Espanha). A Espanh
Gabriel Luengas - Europa Press - Arquivo

MADRID 26 fev. (EUROPA PRESS) -

A presidente da Organizao Nacional de Transplantes (ONT), Beatriz Domínguez-Gil, ressaltou que a chegada dos tratamentos contra a hepatite C "esvaziou" as listas de espera para transplantes de fígado, destacando que em 2014 havia 744 pacientes esperando por um fígado para uma doena hepática associada a essa patologia, enquanto em 2024 havia cem pacientes.

"Vimos como a incorporao de tratamentos antivirais de ao direta reduziu a indicao de transplante de fígado para doenas associadas hepatite C, e até permitiu que pacientes da lista fossem excluídos devido melhora clínica. Foi algo impressionante que esvaziou as listas de espera para transplantes de fígado", disse Domínguez-Gil durante a abertura do 50 Congresso Nacional da Sociedade Espanhola para o Estudo do Fígado (AEEH).

Essa situao levou a "considerar" a opo de transplantes de fígado para pessoas mais velhas, destacando que o número de pacientes transplantados com mais de 70 anos já está aumentando, ou em casos "impensáveis até alguns anos atrás", como metástases hepáticas de cncer colorretal.

"Se olharmos para trás, a sobrevida de um paciente de transplante de fígado e sua qualidade de vida tm melhorado, (...) esse transplante tem sido capaz de restaurar a qualidade de vida e as expectativas de sobrevida dos pacientes de uma forma incrível", acrescentou.

Os antivirais de ao direta também possibilitaram o transplante de órgos de doadores positivos para o vírus C e receptores negativos de todos os tipos de órgos, dando-lhes uma "segunda chance", quando há uma década essa opo nem sequer era "considerada".

Ele também enfatizou que, em 2024, foi alcanada uma atividade "extraordinária" com mais de 1.300 transplantes, um número "difícil de imaginar para muitos países vizinhos", e que se deve em parte a esses avanos, mas também a uma populao "solidária", um sistema "exemplar" e profissionais que "foram capazes de se adaptar perfeitamente" s mudanas.

Finalmente, ele ressaltou que é necessário promover estilos de vida saudáveis e estabelecer uma estratégia para o diagnóstico precoce de doenas hepáticas, especialmente para evitar transplantes, e enfatizou que o Ministério da Saúde está "ciente" de que "tem que fazer todo o possível" nesse sentido.

ESPECIALIDADE DO SISTEMA DIGESTIVO NO TREINAMENTO DO MIR

Por sua vez, a presidente da Comisso Nacional do Aparelho Digestivo, Gloria Sánchez Antolín, informou que há alguns meses solicitou ao Ministério da Saúde, com o apoio de sete comunidades autnomas, que fornecesse treinamento "específico e complementar" ao adquirido na especialidade do Aparelho Digestivo durante o MIR, com o objetivo de "adquirir habilidades técnicas, clínicas e também tecnológicas" que foram desenvolvidas nos últimos 50 anos, de modo a permitir um melhor gerenciamento de perfis de pacientes "cada vez mais complexos".

"Há 50 anos, a hepatite viral era uma doena devastadora sem tratamento, a cirrose avanava sem controle e o transplante prático era uma interveno experimental com resultados incertos na época. Hoje, graas cincia e ao desenvolvimento tecnológico, (...) o curso dessas doenas mudou radicalmente", acrescentou.

Apesar de considerar que se assistiu a uma "verdadeira revoluo" na especialidade, ele ressaltou que há novos desafios, como a preveno e o controle da doena hepática associada ao álcool e síndrome metabólica, a igualdade de acesso s inovaes teraputicas, a medicina personalizada aplicada s doenas hepáticas e a incorporao de novas ferramentas de Inteligncia Artificial que sejam seguras, confiáveis, éticas e responsáveis.

Em relao a isso, a presidente da Federao Nacional de Pacientes Hepáticos e Transplantados (FNETH), Eva Pérez Bech, afirmou que o marco mais importante foi a cura da hepatite C, algo que "no será visto novamente", mas também falou sobre outros desafios, como a conscientizao do público sobre a doena do fígado gorduroso e o hepatocarcinoma.

Depois disso, ele enfatizou que as associaes de pacientes tm um "papel importante" tanto na colaborao com as administraes quanto no acompanhamento ou fornecimento de servios, especialmente atendimento psicológico, para os pacientes, já que em muitos hospitais ou áreas rurais eles no tm acesso a esses servios.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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