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MADRID 13 maio (EUROPA PRESS) -
A presidente da Farmaindustria, Fina Lladós Canela, destacou nesta terça-feira a importância de uma nova legislação farmacêutica em nível da União Europeia que proteja a propriedade industrial e promova a inovação em P&D biomédico, para poder enfrentar a crescente liderança da Ásia e dos Estados Unidos nesse campo.
"Precisamos de uma nova legislação farmacêutica europeia que proteja a propriedade industrial e promova a inovação. Em nosso país, devemos alcançar uma legislação verdadeiramente transformadora, minimizando a visão de curto prazo e com foco puramente econômico, e que prepare nossa saúde para os próximos 20 anos", disse Lladós durante a 18ª edição da Conferência anual de Plataformas Tecnológicas de Pesquisa Biomédica na Espanha, promovida pela Plataforma Tecnológica Espanhola para Medicamentos Inovadores da Farmaindustria, Fenin, AseBio, Veterindustria e Nanomed Spain.
A presidente da AseBio, Rocío Arroyo, disse que o novo ambiente regulatório será "absolutamente decisivo" para as mil empresas que compõem o setor de biotecnologia na Espanha, para que o país possa aumentar sua competitividade em inovação biomédica.
"As empresas de biotecnologia estão desenvolvendo soluções verdadeiramente disruptivas que estão transformando a forma como diagnosticamos e tratamos doenças. No entanto, o caminho que elas percorrem para levar essas inovações ao paciente é complexo e requer um ecossistema que lhes permita escalar, acelerar e competir internacionalmente", disse Arroyo.
Nesse sentido, ele insistiu na importância de uma estrutura "estável, ágil e previsível" que compreenda as particularidades do setor e facilite seu crescimento.
A conferência também serviu para analisar a situação do setor de tecnologia da saúde, que demonstrou seu "compromisso" com a inovação ao aumentar em 14% o número de patentes registradas por essas empresas em 2024, conforme relatado pelo secretário-geral da Fenin, Pablo Crespo.
"O atual contexto geopolítico internacional torna ainda mais necessário proteger a competitividade do nosso setor por meio da Autonomia Estratégica Aberta na Europa e do desenvolvimento de um Plano Nacional de Industrialização para o nosso setor", acrescentou.
Em relação aos ensaios clínicos e à pesquisa comparativa em saúde humana e animal, o presidente da Veterindustria, Santiago Andrés, mostrou a importância de levar em conta a abordagem "One Health" ao inovar e lembrou que a saúde dos ecossistemas, dos animais e dos seres humanos está "interconectada".
Ele também enfatizou que o setor de saúde e nutrição animal é um setor que está "constantemente" inovando, prova disso é que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) autorizou 25 novos medicamentos veterinários em 2024, o maior número de autorizações em um único ano.
"Desses, dois tinham uma nova substância ativa que não havia sido autorizada anteriormente em um medicamento veterinário na UE. 14 eram vacinas, incluindo sete que haviam sido desenvolvidas por meio de um processo biotecnológico", acrescentou.
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