MADRID 31 jul. (EUROPA PRESS) -
O Partido Popular expressou sua "maior preocupação" ao tomar conhecimento da renúncia dos membros do comitê que elabora o exame MIR (residência médica interna) e garantiu que pedirá explicações ao Ministério da Saúde no Congresso e no Senado.
De acordo com o que foi anunciado nesta quinta-feira, vários membros dos comitês MIR renunciaram após serem informados das mudanças que o Ministério da Saúde planeja introduzir nas condições de trabalho, remuneração e composição das equipes que compõem esse órgão. Para o PP, essas demissões "não têm precedentes em nossa democracia".
"É alarmante que o Governo de (Pedro) Sánchez esteja preocupado em romper um modelo que funciona, baseado no consenso profissional e na independência, para trocá-lo por um modelo opaco e sem garantias, que está gerando incerteza e dúvidas entre os estudantes que se preparam para os exames de admissão à formação especializada em saúde, já que essas demissões afetam as especialidades de Medicina, Enfermagem, Farmácia, Física e Química", disse o 'popular' em um comunicado.
Assim, eles alertaram sobre a situação "caótica" que gerou o Ministério e que "está colocando em risco" a própria realização do exame para futuros médicos, em vez de trabalhar para expandir as vagas do MIR para a Atenção Primária (AP) ou vagas para profissionais de saúde mental.
Por esse motivo, exigiram que o Governo retifique a situação e que "as responsabilidades sejam esclarecidas" no Ministério da Saúde. "A defesa da saúde pública não é apenas um slogan, mas uma responsabilidade que deve ser cumprida, dotando o sistema de mais profissionais e garantindo sua formação com independência e profissionalismo", concluíram.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático