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MADRID 24 abr. (EUROPA PRESS) -
A vice-secretária de Saúde e Política Social do Partido Popular, Carmen Fúnez, pediu nesta sexta-feira ao presidente do Governo, Pedro Sánchez, que demita a ministra da Saúde, Mónica García, caso ela não renuncie, devido à sua “autêntica incapacidade” de resolver o conflito com os sindicatos médicos e pôr fim à greve.
“A ministra da Saúde, neste momento, já não é a solução; é parte essencial e fundamental do problema”, afirmou durante uma coletiva de imprensa após sua visita à sede da empresa de biotecnologia Algenex, em Tres Cantos (Madri), depois de lembrar que “já estamos há nove meses com greves de médicos na Espanha”.
Fúnez alertou que, “possivelmente”, a “pior consequência” da greve é “o cancelamento de um milhão e meio de atendimentos médicos”, o que repercute nos pacientes, aos quais “chega-se tarde”, algo que, na área da saúde, “em muitas ocasiões, significa não chegar”. “Por isso, é fundamental e prioritário que a ministra, que é parte do problema dessa greve, renuncie já ao seu cargo”, insistiu.
Nesse ponto, ele destacou que Pedro Sánchez é “tão responsável” por essas cancelamentos e “tão parte do problema” quanto a ministra, por ter “ignorado” a saúde “desde o início desta legislatura” e, nessa linha, referiu que, “se a ministra continuar no governo, a responsabilidade é do seu presidente”.
Segundo ele, quando Sánchez chegou ao governo, a saúde e a habitação “não eram problemas” que preocupassem os espanhóis “de forma essencial e primordial”, enquanto, sete anos depois, são “dois dos principais”.
Em sua opinião, a atitude de Sánchez em relação à saúde se deve ao fato de que seu “interesse” está “nos tribunais”, pois “a única coisa que lhe interessa” é “proteger-se da situação de corrupção que o persegue desde o início da legislatura”. “No fim das contas, estamos convencidos, assim como a maioria dos espanhóis, de que a corrupção, o suposto financiamento irregular e o ataque à justiça são a marca registrada do sanchismo”, reforçou.
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