Carlos Luján - Europa Press - Arquivo
Ela afirma que o governo transformou os espanhóis em “reféns” do conflito
MADRI, 11 set. (EUROPA PRESS) -
A vice-secretária de Saúde e Política Social do Partido Popular, Carmen Fúnez, atribuiu a greve por tempo indeterminado convocada pelos sindicatos médicos a partir de 28 de outubro à “arrogância” e à “falta de diálogo” da ministra da Saúde, Mónica García, e do presidente do Governo, Pedro Sánchez.
“Mais uma greve que, como sempre, será paga pelos pacientes. Fica comprovado que o Governo é parte do problema, não da solução”, afirmou Fúnez em uma publicação na rede social ‘X’ após o anúncio das organizações sindicais médicas, que buscam expressar sua rejeição ao projeto de lei aprovado pelo Governo e exigem um Estatuto-Quadro próprio.
Fontes do Partido Popular destacaram que a reforma do Estatuto-Quadro “nunca deveria ter saído do Conselho de Ministros sem o apoio dos profissionais de saúde e sem o acordo com as comunidades autônomas, que são as responsáveis pela gestão do dia a dia do Sistema Nacional de Saúde”.
Além disso, apontaram que relatórios dos ministérios da Economia, da Fazenda e da Função Pública denunciam a “falta de rigor e de previsão” por parte do Ministério da Saúde, por não ter calculado o custo real da reforma, nem explicado como ela será financiada, nem como será ampliado o número de profissionais necessário para levá-la adiante. “Nem mesmo dentro do próprio governo consideram viável essa medida”, criticaram.
Nesse contexto, repreenderam Pedro Sánchez por, em vez de suspender a medida, ter dado seu aval para encaminhá-la ao Congresso dos Deputados “de forma totalmente irresponsável”. “Hoje vemos o resultado: uma greve por tempo indeterminado convocada, cujas consequências serão sofridas pelos pacientes e aumentarão as listas de espera”, destacaram, afirmando que o governo transformou os espanhóis em “reféns” do conflito.
“A saúde é mais um exemplo do colapso ao qual este governo está submetendo nosso país. Pedro Sánchez não pode lavar as mãos como fez com a invasão de Ceuta, com o apagão histórico ou com o acidente de Adamuz. Sua negligência e sua suposta cegueira permitiram que o conflito se agravasse, preferindo proteger sua ministra em vez de proteger os pacientes”, denunciaram.
Nessa linha, os “populares” deixaram claro que essa greve também é “contra Pedro Sánchez”. “Ele e sua ministra estão no meio do conflito. Não na solução”, concluíram.
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