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MADRID 25 jan. (EUROPA PRESS) - O PP acusou o Ministério da Saúde de “excluir” os representantes dos médicos das negociações para o futuro Estatuto-Quadro e responsabiliza “diretamente” Pedro Sánchez e a ministra Mónica García pela greve dos médicos por empreenderem uma “estratégia de confronto”.
Foi o que afirmou a vice-secretária de Saúde e Política Social do PP, Carmen Fúnez, que se reuniu com a Confederação Espanhola de Sindicatos Médicos (CESM) para ouvir suas reivindicações. Este encontro, segundo informa o PP, insere-se no âmbito das diferentes convocatórias de greve anunciadas por estes profissionais especializados contra o Estatuto-Quadro proposto pelo Ministério da Saúde e a atitude de “discriminação” do Governo em relação à negociação para a sua reforma.
Desta forma, o PP quis ouvir em primeira mão as reivindicações e os principais problemas dos médicos, como forma de reconhecer expressamente o papel essencial que estes especialistas desempenham no Sistema Nacional de Saúde, juntamente com os demais profissionais. Por isso, o PP adverte que não pode compartilhar nem apoiar a atitude do Ministério da Saúde de “excluir” os profissionais das negociações para o Estatuto-Quadro. Os populares apontam que essa “exclusão” surgiu após a falta de rigor, tanto no conteúdo como na forma, com que a ministra Mónica García conduziu todo o processo de negociação.
“É inadmissível que o Ministério da Saúde tenha excluído e isolado uma parte essencial do Sistema Nacional de Saúde, como são os médicos, das negociações para o futuro Estatuto-Quadro”, denunciou Carmen Fúnez, que reivindica que “na Saúde não pode haver muros, como os que Pedro Sánchez defende entre os espanhóis”.
A vice-secretária do PP acusa Sánchez e Mónica García de terem empreendido uma “estratégia de confrontação e desprezo institucional” tanto contra as comunidades autónomas como contra os médicos. “O caos, o sectarismo e a falta de diálogo do Governo voltam a repercutir-se no bom funcionamento do Sistema Nacional de Saúde e todos os espanhóis pagamos por isso”, lamentou.
Na reunião, o PP defendeu avançar com melhorias para o coletivo médico, com medidas que passarão por uma maior incorporação de profissionais de saúde ao sistema, uma questão que constitui o principal problema da Saúde Pública e que é da exclusiva responsabilidade do Ministério. Assim, lembram que o Governo deveria ter aumentado “de forma clara” o número de vagas de Formação Especializada em Saúde e não o fez.
“Para nós, os pacientes estão no centro do Sistema Nacional de Saúde, mas os profissionais são o eixo e o pilar fundamental do mesmo e devemos cuidar deles”, afirmou Fúnez, que se mostrou a favor de apoiar melhorias laborais para os médicos e demais profissionais de saúde, desde que sejam abordadas com rigor e responsabilidade e contem com os relatórios jurídicos, técnicos e econômicos exigidos.
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