Publicado 30/01/2026 13:39

Portugal reconhece que os estragos causados pelo furacão Kristin são “brutais” e não descarta pedir ajuda à Europa.

24 de janeiro de 2026, Porto, Portugal: Painéis de vidro cobertos de grafite emolduram uma vista tempestuosa dos faróis gêmeos do Porto, enquanto ondas gigantescas quebram contra o cais durante a tempestade Ingrid. O mar turbulento e o céu escuro ressalta
Europa Press/Contacto/Diogo Baptista

MADRID 30 jan. (EUROPA PRESS) - O Governo de Portugal reconheceu nesta sexta-feira que os estragos causados pela passagem da tempestade “Kristin” pela região Centro do país foram “brutais” e adiantou que provavelmente será necessário recorrer ao fundo de solidariedade europeu para financiar a reconstrução.

“A situação é realmente terrível”, afirmou o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, durante sua visita a Marinha Grande, um dos “aproximadamente 60 municípios” afetados, um dia depois de o governo declarar o estado de emergência, válido até este domingo.

“Precisamos do apoio europeu”, reconheceu Leitão Amaro, acompanhado pela ministra do Meio Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e pelo comissário europeu de Energia e Habitação, Dan Jorgensen, bem como por autoridades locais e equipes de emergência e proteção civil, informou a agência de notícias Lusa.

Leitão Amaro enumerou os graves danos às infraestruturas e prometeu que as autoridades se empenharão ao máximo para restabelecer o serviço elétrico de cerca de 200.000 residências afetadas, para o que pediu um pouco de paciência, pois “em alguns casos pode levar dias”.

“É uma situação difícil que se vai prolongar”, disse o ministro português, que alertou a população para que permaneça atenta nos próximos dias, pois as previsões meteorológicas são “preocupantes”. A passagem da tempestade deixou quatro mortos no distrito de Leiria e uma vítima mortal em Vila Franca de Xira. O mau tempo causou danos não só em estradas e habitações, mas também nas culturas. As autoridades locais alertaram ainda para o risco de inundações devido à subida do nível das águas dos rios.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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