Europa Press/Contacto/Jorge Castellanos
MADRID, 15 ago. (EUROPA PRESS) -
Cerca de 3.500 soldados estão envolvidos na extinção dos principais incêndios que assolam Portugal nesta sexta-feira, onde o governo prorrogou até o próximo domingo a situação de emergência causada por uma onda de incêndios que começou no início do mês.
As chamas já queimaram cerca de 75.000 hectares em Portugal até o momento este ano, mais da metade deles em incêndios ocorridos nas últimas semanas no norte e no centro do país. O risco não cessa e a agência meteorológica mantém quase 130 concelhos em situação de risco máximo na sexta-feira.
A Porotección Civil confirmou o envio de mais de 3.500 militares e cerca de 1.200 meios terrestres, com uma presença especial dos serviços de combate a incêndios nas zonas de Sátão e Arganil, localizadas nos distritos de Viseu e Coimbra, respectivamente.
A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, advertiu que as restrições impostas desde 2 de agosto para conter o risco de incêndios permanecerão em vigor pelo menos até domingo, já que "o calor intenso não dá sinais de diminuir" a curto prazo, segundo a agência de notícias Lusa.
REFLEXÕES, MAS DEPOIS
O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, admitiu que também será necessário refletir sobre essa onda de incêndios no âmbito político, embora tenha pedido que os esforços se concentrem agora em apagar as chamas e prender os responsáveis, caso seja comprovado que os incêndios foram provocados deliberadamente.
"Estamos no meio de uma guerra", disse Montenegro durante um evento do Partido Social Democrata (PSD), que foi amplamente marcado pela situação de emergência nas montanhas portuguesas, informa a RTP. Nesse período, enfatizou, o governo está se esforçando para ser "o mais eficaz possível".
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático