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MADRID 29 jan. (EUROPA PRESS) - O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, declarou nesta quinta-feira o estado de emergência nas zonas mais afetadas pela tempestade Kristin, que causou a morte de cinco pessoas e provocou inundações, bem como cortes nas estradas e no fornecimento de energia elétrica.
“O presidente da República foi previamente informado pelo primeiro-ministro da decisão tomada pelo Governo, que concordou em declarar o estado de emergência, em conformidade com a lei de Proteção Civil”, indicou a Presidência portuguesa em comunicado.
Tanto o presidente português como o primeiro-ministro, Luís Montenegro, têm previsto visitar as zonas mais afetadas pela tempestade, incluindo o distrito de Leiria — onde centenas de residentes continuam sem eletricidade, água ou comunicações — e Coimbra, onde o nível de destruição é notável.
Montenegro explicou em declarações à imprensa nesta quinta-feira que a prioridade do governo agora é aumentar “a preparação em termos de recursos e meios disponíveis” para lidar com as situações “mais urgentes e restabelecer a normalidade”. “Do ponto de vista financeiro, estamos em contato com as autoridades e instituições europeias. Este não é um problema exclusivo de Portugal e, portanto, dessa perspectiva, recorreremos aos mecanismos de solidariedade que pudermos”, afirmou, segundo a emissora pública RTP.
O candidato presidencial e líder do partido de extrema direita Chega, André Ventura, acusou tanto o governo quanto o presidente de desaparecerem em meio à crise e afirmou que o estado de emergência deveria ter sido declarado antes.
Por sua vez, o ministro da Defesa, Nuno Melo, informou ainda que as Forças Armadas estão oferecendo apoio às localidades afetadas e confirmou que uma base aérea militar particular sofreu danos devido à passagem da tempestade. O titular da pasta adiou sua viagem à Polônia. A passagem da tempestade deixou quatro mortos no distrito de Leiria e uma vítima fatal em Vila Franca de Xira. O mau tempo causou danos não apenas em estradas e residências, mas também nas plantações. As autoridades locais também alertaram para o risco de inundações devido ao aumento do nível das águas dos rios.
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