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MADRID, 15 ago. (EUROPA PRESS) -
O estratégico porto iemenita de Moca, no estreito de Bab el Mandeb, suspendeu suas operações por tempo indeterminado após a última onda de ataques aéreos lançada na última sexta-feira pelos rebeldes huti, o mais recente episódio de uma série de bombardeios que começaram no dia 9 de agosto e que causaram pelo menos sete mortos nas instalações.
O diretor do porto, Abdulmalik al Sharabi, confirmou em coletiva de imprensa o fim das operações e estimou os danos causados pelos ataques huti em cerca de 13,8 milhões de euros, segundo a agência oficial de notícias turca, Anadolu. Os mortos, de acordo com o balanço da agência oficial de notícias do governo iemenita em Áden, a SabaNews, foram identificados como quatro guardas de segurança e três funcionários.
Os houthis alegam que essa onda de ataques foi direcionada exclusivamente contra militares e armamentos sauditas posicionados no porto, e acusaram as autoridades do reino árabe, aliadas do governo iemenita de Aden, de fomentar uma nova escalada de tensão no país no contexto da guerra com o Irã. Vale lembrar que Teerã é o grande aliado regional dos houthis, que há uma década controlam a capital do país, Sanaa.
Nas últimas horas, os houthis também intensificaram sua campanha contra a cidade de Marib, a leste de Sanaa e o reduto das forças do governo de Aden mais próximo da capital.
Em um comunicado divulgado neste sábado, o Exército iemenita denunciou que os houthis dispararam pelo menos três mísseis balísticos contra “bairros densamente povoados por deslocados na cidade de Marib”, sem que haja, até o momento, informações sobre vítimas.
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