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MADRID 26 mar. (EUROPA PRESS) -
A Plataforma de Organizações de Pacientes (POP) instou o Ministério da Saúde, as comunidades autônomas e os representantes do corpo médico a aproveitarem a reunião do Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde, nesta sexta-feira, para dar um “passo concreto” rumo à resolução do conflito em curso em torno da greve médica.
Por meio de um comunicado, a POP considera que é possível avançar para pôr fim a esta crise que, segundo alerta, está prejudicando especialmente os pacientes. Por isso, solicita ao Ministério da Saúde, às secretarias estaduais de Saúde, ao Comitê de Greve e ao Fórum da Profissão Médica que consigam “aproximar posições” durante o Conselho Interterritorial.
A Plataforma acredita que “cada dia que passa é uma oportunidade perdida para a saúde de todos”. Assim, reclama mais informações sobre o andamento das negociações, sobre os pontos de desacordo que continuam dificultando o processo e sobre as medidas que possam ser adotadas no curto prazo para reduzir o impacto do conflito na assistência médica.
“Solicitamos transparência nas negociações. Estamos sofrendo com essa greve em meio à confusão, sem entender por que o Estatuto-Quadro não é suficiente para nossos médicos, quais temas são de competência dos serviços de saúde e, se há algo que possa ser negociado, que seja negociado. Também pedimos que sejam estabelecidos canais de diálogo construtivo que não envolvam mais dias de greve. Nós, pacientes, não aguentamos mais e é muito difícil de entender”, afirma a presidente da POP, Carina Escobar.
Além disso, Escobar destacou que a plataforma mantém a “melhor disposição” para ajudar nesta situação, que, em sua opinião, pode culminar em uma crise sanitária devido à falta de atendimento médico e aos atrasos que os pacientes estão sofrendo.
A POP denuncia que essa situação está gerando cancelamentos, atrasos, incerteza e um evidente desgaste do sistema de saúde. Por isso, insiste que os pacientes “não podem continuar esperando”. Ela alerta que cada dia de conflito sem avanços concretos se traduz em “mais sofrimento, mais angústia e mais dificuldade para ter acesso, em tempo e forma, a consultas, exames diagnósticos, intervenções e acompanhamento clínico, especialmente no caso de pessoas com doenças crônicas, que dependem de um atendimento contínuo, coordenado e previsível”.
Neste ponto, a Plataforma expressa sua preocupação com a falta de avanços suficientes e com a persistência de posições opostas que, longe de aproximar uma saída, “prolongam um cenário de tensão que impacta diretamente na assistência à saúde”. Por isso, considera imprescindível que as próximas reuniões, como o Conselho Interterritorial de Saúde desta sexta-feira, sirvam “não apenas para demonstrar vontade de diálogo, mas para ativar uma negociação útil, transparente e orientada para resultados”.
A POP valoriza o fato de que estejam se abrindo espaços para retomar as conversas e que diferentes administrações tenham proposto fórmulas para favorecer o entendimento. No entanto, lembra que o que é realmente importante não é o formato em si, mas que exista “uma vontade efetiva de chegar a acordos, com informações claras, diálogo real e compromisso de ambas as partes”.
Além disso, reivindica que a reunião permita também esclarecer o que as comunidades autônomas propõem para contribuir para uma saída do conflito, qual margem de atuação assumem dentro de suas competências e como pretendem evitar que os pacientes continuem suportando suas consequências.
“A resolução deste conflito não pode continuar sendo adiada. É hora de agir com responsabilidade, transparência e vontade real de acordo para proteger a continuidade da assistência e reduzir o impacto sobre os pacientes”, conclui a entidade.
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