Publicado 05/06/2026 06:10

A poluição ambiental afeta tanto as doenças não transmissíveis quanto as transmissíveis, segundo especialista

Archivo - Arquivo - Fumaça das chaminés das fábricas
MATTY2X4/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 5 jun. (EUROPA PRESS) -

A poluição ambiental e as mudanças climáticas são “fatores determinantes” para a saúde humana, com impacto tanto nas doenças não transmissíveis (como as cardiovasculares, respiratórias, renais, neurológicas, oncológicas...) quanto nas transmissíveis, associadas a alterações nos ecossistemas, na distribuição de vetores, a qualidade da água e a segurança alimentar, segundo a coordenadora do Comitê Científico do projeto 'SEC-FEC Verde' da Sociedade Espanhola de Cardiologia (SEC) e da Fundação Espanhola do Coração (FEC), Leire Goicolea.

Nesse sentido, a Federação de Associações Científicas Médicas Espanholas (FACME) e a Sociedade Espanhola de Cardiologia (SEC) realizaram um encontro sobre saúde ambiental e sustentabilidade, na qual representantes de 16 sociedades médicas participaram de um encontro que resultou na constituição do “Grupo de Trabalho de Saúde Ambiental e Sustentabilidade” da FACME, cujo objetivo é articular “uma resposta científica e coordenada diante do impacto da poluição ambiental e das mudanças climáticas sobre a saúde”. Seu foco principal serão as doenças não transmissíveis e, em particular, as doenças cardiovasculares.

“A criação deste grupo de trabalho na FACME visa precisamente integrar a perspectiva de diferentes especialidades médicas, promover documentos de consenso e pesquisa multicêntrica, elaborar posições comuns e favorecer um diálogo conjunto com as autoridades sanitárias, com o objetivo de proteger a saúde da população”, explicou Goicolea, que também assumirá a coordenação desse novo grupo de trabalho.

Por sua vez, o vice-presidente da FACME, Andrés Íñiguez Romo, destacou que a saúde ambiental e a sustentabilidade já são “um desafio sanitário de primeira ordem” que requer uma resposta coordenada, multidisciplinar e baseada nas melhores evidências científicas.

"Da FACME, temos o compromisso de impulsionar essa abordagem conjunta e facilitar espaços de colaboração entre sociedades científico-médicas que permitam gerar conhecimento, consensos e recomendações úteis para os profissionais de saúde e para as administrações públicas. Problemas complexos e globais, como o impacto da poluição e das mudanças climáticas na saúde, só podem ser enfrentados por meio da colaboração interdisciplinar e do trabalho coordenado entre especialidades”, declarou.

EM CARDIOLOGIA

No âmbito da Cardiologia, a SEC vem trabalhando há anos, por meio de seu projeto 'SEC-FEC Verde', na geração e divulgação de evidências científicas que permitam compreender os mecanismos fisiopatológicos envolvidos, quantificar o risco cardiovascular associado a fatores ambientais e promover intervenções baseadas em evidências que contribuam para a melhoria da saúde cardiovascular sob uma perspectiva de sustentabilidade.

De fato, há alguns meses, publicou na 'Revista Espanhola de Cardiologia' um estudo pioneiro que analisou, pela primeira vez em nível nacional, a relação entre as partículas poluentes PM2,5 e a incidência e mortalidade hospitalar por infarto agudo do miocárdio, demonstrando que a poluição do ar está associada a um aumento de infartos em todo o país.

Durante o evento, também foi abordada a contribuição paradoxal do próprio sistema de saúde para a poluição ambiental (4-5% da pegada de carbono), analisando o impacto decorrente da atividade assistencial, do consumo energético, geração de resíduos hospitalares, uso de materiais descartáveis e a pegada de carbono associada a determinados processos clínicos e organizacionais.

Da mesma forma, as sociedades científicas participantes compartilharam diferentes estratégias voltadas para avançar em direção a um modelo de saúde mais sustentável, revisando iniciativas já implementadas em diferentes especialidades médicas para melhorar a eficiência dos recursos, promover práticas clínicas de baixo impacto ambiental e incorporar critérios de sustentabilidade na tomada de decisões assistenciais, de pesquisa e de gestão.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado