Europa Press/Contacto/Tunahan Turhan
O secretário-geral do CHP se tranca em seu gabinete enquanto denuncia uma conspiração política de Erdogan e do ex-líder do partido
MADRID, 24 maio (EUROPA PRESS) -
A polícia turca invadiu à força, neste domingo, a sede do principal partido de oposição do país, o Partido Republicano do Povo (CHP), culminando o que foi denunciado como uma semana de perseguição e repressão, após um tribunal ter declarado ilegais suas primárias e as forças de segurança terem detido mais de uma dezena de pessoas ligadas, atualmente ou no passado, à organização.
As forças de segurança intervieram a pedido de Kemal Kilicdaroglu, ex-líder do CHP que agora foi reintegrado no cargo após o veredicto do Tribunal Regional de Apelações de Ancara sobre as eleições primárias que concederam a vitória ao líder reconhecido da formação, Ozgür Ozel, que se trancou em seu escritório e publicou de lá um vídeo no qual denuncia seu rival como “um fantoche do poder judiciário”, um “golpista” e um “traidor” a serviço do presidente turco e nêmesis de Ozel, Recep Tayyip Erdogan.
Enquanto isso, o advogado de Kilicdaroglu, Celal Celik, argumentou que o pedido era imprescindível porque Ozel se fechou há dias à possibilidade de discutir com seu cliente a crise que assola o partido. “Eles não estão deixando nem mesmo seus deputados passarem”, lamentou em declarações coletadas pelo jornal ‘Birgun’, antes de considerar fracassadas “todas as iniciativas construtivas e os esforços para iniciar conversas”.
O CHP vem denunciando há anos que está sendo vítima de perseguição política, e a principal prova disso é a situação daquele que a oposição considerava uma das grandes esperanças para derrotar Erdogan nas urnas: o prefeito destituído de Istambul, Ekrem Imamoglu, preso em março de 2025 sob suspeita de corrupção e destituído de seu título universitário, requisito para se candidatar à presidência.
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