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Pelo menos 76 pessoas morreram desde o início do ano, uma taxa semelhante à de 2023 e 2024 MADRID 20 abr. (EUROPA PRESS) -
O comissário-chefe da Polícia de Israel, Daniel Levy, prometeu redobrar os esforços para, de alguma forma, conter a onda de violência que vem abalando a comunidade árabe-israelense há anos e que agora se tornou um "monstro".
A pobreza endêmica dessas comunidades árabes no norte de Israel tem sido acompanhada por um alto índice de violência criminosa perpetrada por clãs e máfias da região. A guerra de Gaza e o surgimento do "ultra" Itamar Ben Gvir como ministro da segurança agravaram ainda mais a situação.
De acordo com o Times of Israel, 76 assassinatos foram registrados nessas comunidades desde o início do ano, uma taxa semelhante à dos dois anos anteriores. A ONG Accords of Abraham não hesita em vincular esses números às políticas de Ben Gvir, que é acusado de marginalizar essas comunidades e facilitar o acesso a armas de fogo.
"Vou eliminar esse monstro", disse Levy em comentários relatados pela mesma mídia durante uma cerimônia de graduação da qual Ben Gvir também participou e que defendeu suas iniciativas.
"Reforcei os destacamentos, criei centenas de esquadrões de segurança civis e liderei reformas históricas na emissão de licenças de porte de armas, além de fornecer ferramentas administrativas para lidar com as famílias criminosas", disse ele.
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