Publicado 01/04/2026 13:29

Podólogos alertam que 60% dos adultos sofrem de deformidades nos dedos dos pés

Imagem de uma profissional de saúde examinando uma radiografia.
ICOPCV

MADRID 1 abr. (EUROPA PRESS) -

A Ordem Oficial de Podologia da Comunidade Valenciana (ICOPCV) alertou que as deformidades digitais nos pés de adultos são mais frequentes em mulheres do que em homens, e que esse tipo de patologia representa 60% dos casos, superada apenas pelas afecções ungueais, que ocupam o primeiro lugar com 75%.

“Um exemplo disso são os dedos em martelo ou em maço, duas deformidades digitais diferentes, mas cuja causa pode ser semelhante: desequilíbrios musculares, calçados inadequados ou doenças como a artrite”, explicou o podólogo e membro da diretoria do ICOPCV, Jorge Escoto.

Por sua vez, o dedo em martelo implica uma curvatura para baixo na articulação mais próxima da unha e costuma ser causado pelo uso de calçados apertados, seguido por fraqueza ou tensão anormal nos músculos e tendões do pé, frequentemente associada a deformidades como pés chatos ou cavos, produzindo dor e calosidades na ponta do dedo, principalmente na face plantar.

Por outro lado, o dedo em martelo também é uma curvatura anormal do dedo do pé; neste caso, ocorre uma flexão na articulação, mas na interfalângica proximal, enquanto a falange distal pode estar reta ou estendida.

“Assim como no dedo em martelo, o aparecimento dessa patologia provoca dor e inflamação da articulação, bem como calosidades tanto na região dorsal quanto na planta do dedo. A causa mais frequente que o origina costuma ser o uso de calçados inadequados, como aqueles com biqueira estreita que podem pressionar ambos os lados do pé, provocando o deslocamento dos dedos para se acomodarem”, destacou Escoto.

OS TRATAMENTOS VARIARÃO DE ACORDO COM O ESTADO

O Colégio de Podologia da Comunidade Valenciana ressaltou que, uma vez que essas deformidades apareçam, os tratamentos variam de acordo com o estado. Nos casos mais leves, em que o dedo ainda é flexível e a alteração está em fase inicial, o objetivo será aliviar a dor, impedir que ela avance e evitar calosidades dolorosas.

Isso será alcançado através do uso de calçados com biqueira larga e profunda que não pressionem os dedos; utilizando dispositivos corretivos e preventivos feitos sob medida (essas peças são moldadas diretamente sobre o pé do paciente por um podólogo para garantir um ajuste perfeito); realizando exercícios de alongamento dos dedos e exercícios de fortalecimento (como pegar uma toalha com os dedos) para recuperar o equilíbrio muscular.

“Caso o dedo já tenha ficado rígido e haja dor persistente, a opção é a cirurgia, e o mais comum é que seja de incisão mínima, procedimentos ambulatoriais com anestesia local que permitem corrigir a deformidade por meio de incisões milimétricas”, destacou Jorge Escoto.

Nesses casos, realiza-se tenotomia (corte ou alongamento dos tendões que estão excessivamente tensos), artroplastia (remoção de uma pequena parte do osso na articulação) ou artrodese (fusão da articulação para manter o dedo reto permanentemente).

Para evitar chegar a esses extremos, o ICOPCV recomenda usar calçados adequados à largura dos pés, usar sapatos de bico fino e salto alto apenas em ocasiões esporádicas e, caso seja detectada alguma anomalia na forma dos dedos, procurar o mais rápido possível um profissional que possa aplicar, o mais cedo possível, um tratamento que evite complicações maiores a longo prazo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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