Publicado 01/04/2025 13:01

Pneumologista aponta as barreiras da baixa adesão e da falta de conscientização no controle da asma

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MADRID 1 abr. (EUROPA PRESS) -

O chefe do Departamento de Pneumologia do Hospital Universitário Puerta de Hierro, Carlos Almonacid, destacou as "múltiplas barreiras" que impedem o controle adequado da asma, incluindo a baixa adesão ao tratamento e a falta de educação e conscientização sobre a patologia.

Para o especialista, esses dois fatores poderiam ser resolvidos com educação personalizada, lembretes eletrônicos e uma revisão rotineira do uso do inalador, conforme detalhado no âmbito da 13ª edição do 'Espacio Asma'. Em seu discurso, Almonacid se aprofundou nos "quatro níveis" de barreiras que, para ele, interferem no manejo da asma.

Assim, ele apontou os obstáculos que partem do próprio sistema de saúde, como o acesso limitado ao tratamento, o tempo limitado nas consultas e a falta de integração entre a atenção primária e a especializada, contra os quais apontou a necessidade de melhorar o acesso aos medicamentos, implementar programas de monitoramento e melhorar a coordenação entre os níveis.

Almonacid também apontou os obstáculos que surgem do próprio sistema de saúde, como o acesso limitado ao tratamento, o tempo limitado para as consultas e a falta de integração entre a atenção primária e a especializada, contra os quais ele apontou a necessidade de melhorar o acesso aos medicamentos, implementar programas de acompanhamento e melhorar a coordenação entre os níveis.

Em relação às dificuldades decorrentes do ambiente, ele sugeriu a implementação de intervenções comunitárias, políticas públicas e a inclusão do trabalho social nos cuidados com a asma para aliviar a exposição a fatores desencadeantes e socioeconômicos. Com relação às barreiras para os profissionais de saúde, como o subdiagnóstico ou a falta de atualização das diretrizes clínicas, ele indicou a necessidade de treinamento contínuo e ferramentas padronizadas.

FATORES EXTERNOS

A 13ª edição do 'Espacio Asma', realizada sob o título 'Fatores externos na asma, uma nova perspectiva', reuniu especialistas em asma e patologias respiratórias para abordar as novas evidências sobre os fatores externos que afetam o manejo da asma e foi cientificamente endossada pela Sociedade Espanhola de Alergologia e Imunologia Clínica (SEAIC) e patrocinada pela Chiesi.

O presidente da SEAIC e chefe do Serviço de Alergia do Complejo Asistencial Universitario de Salamanca, Ignacio Dávila, comentou que fatores intrínsecos e extrínsecos estão envolvidos na asma. Entre esses últimos, ele listou os principais como infecções respiratórias, poluição ambiental, exposição a alérgenos, fatores psicossociais e econômicos e uso inadequado de medicamentos.

Antonio Valero, especialista do Centro de Alergologia Alergo Avanta, discutiu a influência dos determinantes sociais, como nível educacional e socioeconômico, raça e acessibilidade física aos serviços médicos, no controle da asma. O especialista pediu que fossem tomadas medidas em relação a esses determinantes para facilitar a equidade na saúde, de modo que as pessoas possam desenvolver todo o seu potencial de saúde, independentemente de sua posição social ou de outros fatores relacionados.

Por sua vez, o Dr. Santiago Quirce, do Hospital Universitario La Paz, em Madri, disse que a construção de uma relação de confiança entre médico e paciente ajuda a oferecer atendimento personalizado, além de incentivar a adesão ao tratamento e a compreensão do paciente sobre sua doença. "Aumentar a conscientização dos pacientes com asma sobre sua condição e a importância do controle de longo prazo é essencial para o gerenciamento ideal", disse ele.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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