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MADRI, 19 ago. (EUROPA PRESS) -
A Fundação IDIS informou que sua plataforma de interoperabilidade de prontuários médicos do setor de saúde privada, o 'miHC', já ultrapassou um milhão de cadastros (1.031.337) e três milhões de acessos (3.062.861), após ter incorporado também imagens médicas às suas funcionalidades.
Segundo a fundação, esse último passo amplia as possibilidades de uma plataforma que, até agora, havia concentrado boa parte de seu desenvolvimento em facilitar o acesso a laudos e documentação médica. Nesse sentido, informa que já há duas organizações que disponibilizam imagens por meio do “miHC”, enquanto as demais pretendem incorporá-las em breve.
A entidade destaca que o ‘miHC’ busca romper os silos de informação e facilitar que o cidadão possa acessar e compartilhar seus dados de saúde de forma “segura, simples e interoperável”. Essa abordagem está alinhada com a evolução do Espaço Europeu de Dados de Saúde, um dos eixos sobre os quais a IDIS vem construindo sua estratégia de transformação digital.
Nesse contexto, a Fundação IDIS realizou reuniões com o Ministério da Saúde e com diferentes comunidades autônomas para analisar possíveis formas de integração entre o prontuário médico gerado no setor privado e o Sistema Nacional de Saúde. Para a entidade, o objetivo é continuar avançando em direção a um modelo no qual as informações clínicas possam estar disponíveis onde o paciente precisar, independentemente de o atendimento ocorrer em um centro público ou privado.
“O ‘miHC’ já demonstrou que o setor de saúde privado pode construir uma infraestrutura comum e tornar interoperáveis informações que, até poucos anos atrás, permaneciam fragmentadas entre diferentes organizações. Agora precisamos seguir avançando: incorporar novos tipos de informações, como imagens clínicas, e trabalhar para que a continuidade dos dados também não seja interrompida na fronteira entre a saúde pública e a privada. O objetivo final é muito simples: que as informações acompanhem o paciente”, destacou a diretora-geral da Fundação IDIS, Marta Villanueva.
Além disso, até o momento, 15 entidades já estão em operação e outras duas estão em fase de pré-operação, em uma rede que integra alguns dos principais grupos hospitalares e seguradoras do país.
A fundação ressalta que o aumento da atividade do ‘miHC’ vem acompanhado de um trabalho contínuo em relação à segurança da infraestrutura. Nesse sentido, destaca que a plataforma acaba de passar por um novo teste projetado para avaliar a robustez de seus sistemas e detectar possíveis áreas de melhoria.
Além disso, a organização afirma que também está trabalhando no modelo que permitirá garantir a continuidade do projeto a longo prazo. Nesse sentido, já foram realizadas três reuniões do grupo de trabalho de sustentabilidade do 'miHC', criado especificamente para analisar e propor caminhos que permitam reforçar e garantir a sustentabilidade futura da plataforma.
“Com esses avanços, o ‘miHC’ continua evoluindo de uma plataforma de interoperabilidade no âmbito da saúde privada para uma infraestrutura cada vez mais ampla, tanto pelo volume e pelo tipo de informação disponível quanto pelas organizações conectadas e seu potencial de integração com o conjunto do sistema de saúde”, conclui a fundação.
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