MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -
A plataforma juvenil Lideremos registrou nesta terça-feira no Ministério da Saúde o manifesto 'Mais futuro médico', que inclui 12 medidas para tornar o Sistema Nacional de Saúde (SNS) "mais justo, eficiente e sustentável" e "garantir a qualidade do atendimento e o reconhecimento profissional que os médicos merecem".
Neste sentido, o Lideremos pretende com esta ação de "mudança estrutural" garantir que o setor da saúde ofereça condições de trabalho "justas", o que inclui um modelo de recrutamento estável, incentivos remuneratórios adequados e formação médica de qualidade.
De acordo com a plataforma, essa melhoria não só beneficiará os profissionais, mas também fortalecerá o sistema de saúde como um todo, garantindo um atendimento seguro e eficiente aos pacientes e assegurando a sustentabilidade do NHS no futuro.
"A profissão médica na Espanha foi sustentada durante anos pelo esforço e vocação de seus profissionais, mas a realidade atual é insustentável, por isso este Manifesto não é uma petição, é um chamado de emergência", disse a diretora do Lideremos Medicina, Isabel Cañavate.
Sobre esse ponto, ela acrescentou que o NHS está em um "ponto crítico" devido, segundo ela, à sobrecarga de atendimento, à natureza temporária da convivência de seus profissionais, à falta de incentivos e à deterioração da qualidade do treinamento dos médicos internos (MIR).
Entre as propostas incluídas no manifesto estão a solicitação de limitação da jornada de trabalho a 48 horas semanais, incluindo plantões, conforme exigido pelas regulamentações europeias, com a criação de auditorias para garantir o cumprimento correto e indenização em caso de descumprimento.
O documento propõe a eliminação do plantão de 24 horas; o reconhecimento do plantão como tempo de trabalho efetivo para fins de aposentadoria, licença e antiguidade; o aumento da remuneração para equipará-la ao horário normal de trabalho e a tributação sob o regime tributário especial; a isenção voluntária para profissionais com mais de 50 anos; e o estabelecimento de um período mínimo de descanso de dois dias úteis após um plantão de 17 horas.
Além disso, solicita uma reclassificação diferenciada para os médicos do subgrupo A1 (A1+) com um subsídio de responsabilidade de cuidados que reflita as competências e responsabilidades inerentes. Também solicita o desenvolvimento de um protocolo nacional para permitir o equilíbrio e a flexibilidade entre vida pessoal e profissional.
MELHORIA DO TREINAMENTO
Outro dos pontos incluídos é a melhoria do treinamento e da supervisão dos médicos em treinamento por meio de avaliações regulares do ambiente de treinamento, a implementação de um sistema de revisão que alinhe a oferta universitária e o treinamento MIR com a demanda real de recrutamento e o fortalecimento do ensino e da pesquisa médica.
Também exige um modelo de recrutamento que garanta a estabilidade do emprego e limite o uso indevido de contratos temporários no emprego médico, com exames competitivos regulares e programas específicos para converter posições temporárias em permanentes.
Os pontos do manifesto apresentado pelo Lideremos incluem a garantia da equiparação dos salários médicos nacionais aos da Europa; a implementação de medidas para proteger os profissionais médicos e reconhecê-los como uma profissão de alto risco; e o trabalho para reter talentos médicos após a MIR sem restrições contratuais de exclusividade.
Da mesma forma, inclui a alocação de incentivos para garantir a cobertura de áreas rurais e áreas de difícil acesso, e propõe horários de trabalho flexíveis, apoio para transporte e moradia, suplementos salariais, bônus fiscais e reconhecimento especial na bolsa de empregos.
Entre as últimas propostas estão a redução da carga burocrática sobre os funcionários por meio da digitalização do NHS, um aspecto que também facilitaria a telemedicina; e o endurecimento das sanções contra a intrusão profissional e a prática ilegal de especialidades médicas.
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