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MADRID, 29 jun. (EUROPA PRESS) -
A Plataforma de Idosos e Aposentados (PMP) reivindicou um Plano Nacional de Prevenção de Quedas em Idosos que implemente o documento de consenso do Sistema Nacional de Saúde sobre a prevenção da fragilidade e das quedas em idosos.
No último dia 9 de abril, o Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (CISNS) aprovou a “Atualização do documento de consenso sobre a prevenção da fragilidade e das quedas em idosos”, um texto promovido no âmbito da Estratégia de Promoção da Saúde e Prevenção no SNS.
Na opinião da Plataforma, essa atualização representa um “passo relevante” para reforçar o tratamento da fragilidade e das quedas como uma prioridade de saúde pública, em um contexto marcado pelo envelhecimento demográfico, pelo aumento da longevidade e pela necessidade de adaptar os sistemas de saúde e socio-saúde às necessidades específicas dos idosos.
O documento, elaborado pelo Grupo de Trabalho de Prevenção da Fragilidade e das Quedas da Estratégia de Promoção da Saúde e Prevenção no SNS, atualiza as evidências disponíveis desde a revisão de 2022 e incorpora especificamente a abordagem preventiva em relação ao risco de quedas, com o objetivo de facilitar a detecção precoce e a intervenção precoce para preservar a capacidade funcional, retardar a deterioração e promover uma vida mais autônoma e saudável.
“Essa atualização nos lembra que a prevenção de quedas em idosos deve ser uma grande prioridade da agenda política, e isso exige um Plano Nacional intersetorial com coordenação entre todas as administrações envolvidas, como prefeituras, governos regionais, governo central, bem como medidas nas políticas de habitação, urbanismo, saúde e serviços sociais”, destacou o presidente da Comissão de Saúde do PMP, José Manuel Freire.
Segundo Freire, “dispor de um documento técnico consensual é importante, mas agora o decisivo é que suas recomendações sejam efetivamente traduzidas na prática, com implementação uniforme, recursos suficientes e acompanhamento contínuo em todas as comunidades autônomas”.
A Plataforma lembra que há muito tempo vem reivindicando um Plano Nacional de Prevenção de Quedas de Idosos, por considerar que se trata de uma das ameaças mais graves à saúde, autonomia, bem-estar e qualidade de vida desses idosos; além disso, devido aos elevados custos de todo tipo que isso acarreta para a sociedade.
Nesse sentido, a PMP vem defendendo um plano de prevenção de quedas semelhante ao existente na França, que incorpore não apenas medidas de saúde, mas também ações de conscientização, auxílios e subsídios para a adaptação da residência, intervenções de planejamento urbano e fortalecimento dos serviços sociais e da coordenação socio-sanitária.
Além disso, para a PMP, a prevenção da fragilidade e das quedas deve fazer parte de um objetivo ambicioso de fortalecimento do SNS, particularmente da atenção primária, com maior capacidade de atendimento domiciliar e às pessoas que vivem em lares, bem como de uma estratégia firme de envelhecimento ativo e saudável.
Por tudo isso, a plataforma fez um apelo às administrações públicas para que essa atualização do documento de consenso se traduza em ações concretas, avaliáveis e sustentáveis ao longo do tempo, com especial atenção ao fortalecimento da atenção primária, à coordenação socio-sanitária, à intervenção comunitária e à promoção de ambientes mais seguros e acessíveis para os idosos.
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