Publicado 16/01/2026 12:21

O planejamento cirúrgico avançado reduz em 23,5% a permanência hospitalar, segundo estudo

Archivo - Arquivo - Equipe de neurocirurgiões realizando cirurgia de tumor cerebral na sala de cirurgia do hospital
ISTOCK - Arquivo

MADRID 16 jan. (EUROPA PRESS) - O planejamento cirúrgico avançado, que combina o uso de imagens médicas, modelos tridimensionais e ambientes colaborativos de validação para preparar a intervenção antes de entrar na sala de cirurgia, reduz em 23,5% a permanência hospitalar e em 17% as complicações pós-operatórias, em comparação com os procedimentos convencionais, segundo um estudo realizado pela empresa ISP-XR no Hospital Universitário La Paz (Madri). A análise, baseada em 308 intervenções cirúrgicas consecutivas, mostra resultados clínicos relevantes em termos de redução de tempos, complicações, reinternações e uso de recursos hospitalares quando se aplica um modelo de planejamento cirúrgico avançado projetado pela ISP-XR. Os resultados serão publicados no 'Journal of Clinical Medicine'. O modelo de trabalho analisado e desenvolvido pela ISP-XR combina modelagem 3D a partir de imagens médicas (TAC/RM), planejamento CAD, fabricação aditiva de biomodelos e guias cirúrgicos personalizados e validação imersiva por meio de tecnologias de realidade estendida (XR). Essa abordagem permite que a equipe cirúrgica chegue à sala de cirurgia com um plano consensual, previamente validado e adaptado à anatomia específica de cada paciente, reduzindo a incerteza e aumentando a precisão em intervenções complexas.

“Em cirurgias complexas, como cirurgia ortopédica oncológica, cirurgia oncológica, cirurgia ortopédica e traumatologia ou cirurgia maxilofacial, nas quais é necessária uma ressecção precisa e onde cada milímetro conta e, posteriormente, em uma reconstrução feita sob medida para a ressecção projetada, essa abordagem prévia reduz a incerteza e melhora a precisão”, explicou o CEO da empresa espanhola ISP-XR e Rayo-seco Systems, Jorge Magaña.

Entre as vantagens comprovadas, este modelo reduz o tempo cirúrgico entre 18 e 22 por cento, a necessidade de rehospitalização em 30 dias passa de 9,1 para 4,3 por cento e diminui entre 12 e 30 por cento a perda de sangue intraoperatória. Além disso, 92% dos cirurgiões relataram melhor compreensão anatômica 3D e maior confiança intraoperatória.

Dessa forma, permite maior precisão cirúrgica, graças ao uso de guias de corte e biomodelos personalizados, melhor coordenação da equipe médica, que valida a abordagem antes da cirurgia, e melhor comunicação com o paciente, que pode compreender o procedimento por meio de modelos 3D ou realidade aumentada, reduzindo a ansiedade e aumentando a confiança.

“O relevante é que estamos falando de resultados mensuráveis: melhorias na eficiência, segurança e experiência clínica, com um impacto potencial direto sobre a sustentabilidade do sistema de saúde. As evidências científicas aceitas reforçam a robustez do modelo e sua escalabilidade”, destacou Jorge Magaña.

O chefe da Seção de Cirurgia Ortopédica Oncológica do Hospital Universitário La Paz, Eduardo Ortiz-Cruz, destacou a importância de incorporar esse tipo de avanço tecnológico em seu campo de trabalho, com o objetivo de conseguir a ressecção cirúrgica com margem oncológica adequada e preservar o máximo possível de tecido normal.

A empresa ISP-XR busca ampliar as evidências clínicas sobre o planejamento cirúrgico avançado por meio de estudos multicêntricos e prospectivos. Paralelamente, está preparando a expansão internacional por meio de alianças estratégicas com hospitais em mercados prioritários.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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